quarta-feira, 19 de abril de 2017

Características surpreendentes das serpentes

O termo vulgar de cobra é altamente difundido, mas o termo correto e científico é serpente. Veja algumas características incríveis sobre esses animais.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2017/04/caracteristicas-surpreendentes-das.html
Serpente do gênero Corallus. Fonte da imagem: Serpente mania.

VAMOS DESCOBRIR...


As maxilas das cobras são altamente cinéticas, com grande liberdade de movimento. Os ossos do crânio que, em outros répteis, são fixos à caixa craniana ou têm movimento restrito são articulados nas cobras em cadeias ligadas com extensa movimentação com relação à caixa craniana.

Crânio de uma serpente. Fonte da imagem: Banco Internacional de objetos educacionais.

Além disso, as séries de ossos ligados nos lados direito e esquerdo não são articulados diretamente; portanto, apresentam um deslocamento independente, uma característica que permite alternar o movimento recíproco dos lados esquerdo e direito dos ossos da maxila sobre a presa que está sendo engolida. Essa movimentação independente e para fora das maxilas (não um movimento “desconjuntado” das maxilas) permite à maioria das cobras engolir presas grandes. Pouco a pouco, as maxilas dilatadas são movimentadas em passos alternados sobre a presa até que essa seja completamente engolida.

Serpente. Fonte da imagem: Ciência hoje.

Durante o bote da cascavel, o movimento para frente desses ossos ligados eleva a maxila e posiciona o dente inoculador para injetar peçonha na presa. Os dentes inoculadores das serpentes são dentes modificados com núcleos ocos deforma que a peçonha flua desde a sua base até a presa. 

Dentes inoculador de veneno. Fonte da imagem: Mundo educação.

Os dentes inoculadores da maioria das cobras venenosas são mais compridos do que os outros dentes da boca e os dentes inoculadores das víboras são especialmente compridos. A extensa rotação da maxila que contém o dente inoculador em tais cobras permite que esse dente longo possa ser dobrado para cima ao longo do lábio superior quando não está sendo utilizado, liberando a passagem.

Sucuri engolindo uma presa. Fonte da imagem: No Amazonas é assim.


A ideia de que as cobras “desarticulam” suas maxilas quando engolem é errada. Pelo contrário, a grande liberdade de rotação entre os elementos das cadeias cinemáticas, o movimento independente de cada um e a capacidade de alargar as flexíveis maxilas para fora acomodando presas volumosas contam para a flexibilidade das maxilas das cobras. Esses processos, e não uma desarticulação permitem que as cobras engulam (embora lentamente, como as sucuris e pítons) presas relativamente grandes inteiras.

Fonte: Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011

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Serpentes, acidentes e primeiros socorros

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2013/12/serpentes-acidentes-e-primeiros-socorros.html


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 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/01/devagar-e-sempre.html


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 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/08/serpente-de-patas.html


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