quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mirar! FOGO! Conheçam o Besouro-bombardeiro

O Besouro-bombardeiro quando ameaçado ativa uma defesa capaz de afugentar seu inimigo.

Brachynus crepitans


Ordem: Coleoptera
Nome científico: Brachynus crepitans
Tamanho: 10 mm
Habitat: Áreas secas cobertas de grama ou capim, sob pedras calcárias

O termo besouro-bombardeiro (Brachynus crepitans) é a designação comum a diversas espécies de besouros da família dos carabídeos. Também são conhecidos pelo nome de besouro-artilheiro. Esse inseto vive a maior parte do tempo escondendo-se entre raízes de árvores ou debaixo de pedras. Sendo um animal carnívoro, eles alimentam-se de insetos de corpo mole.


Como o besouro tigre, este também persegue e captura suas presas, mas é um predador noturno. Quando amedrontado, bombardeia seus predadores com um jato irritante, de cheiro asqueroso, que lança de seu abdome. Alimenta-se de pequenos invertebrados.

A Reação Exotérmica de autodefesa do Besouro-bombardeiro

Um mecanismo de defesa interessante utilizado pelos besouros-bombardeiros é um jato de um material contra seus predadores. Eles possuem um par de glândulas que se abrem ao exterior no final do abdômen. 

O besouro-bombardeiro espanta os agressores laçando um jato de material quente e repelente produzido por glândulas localizadas em seu abdômen.
Cada glândula consta basicamente de dois compartimentos. Um deles contém uma solução aquosa de hidroquinona e peróxido de hidrogênio. O outro contém uma mistura de enzimas. Ao ser atacado, o animal segrega um pouco da solução do primeiro compartimento no segundo. As enzimas atuam acelerando a reação exotérmica entre a hidroquinona e o peróxido de hidrogênio:


O calor liberado é suficiente para elevar a temperatura da mistura até o ponto de ebulição. Girando a extremidade do abdômen, o inseto dirige o material, na forma de um afina nuvem, na direção do predador

Glândulas
Além do efeito térmico, a quinona atua como repelente de insetos e animais. Um besouro-bombardeiro possui carga suficiente em seu corpo para produzir de 20 a 30 descargas em rápida sucessão.

Fonte: PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. Editora Moderna, 4ª edição.

2 comentários:

  1. Uilmara Machado de Melo Gonçalves3 de dezembro de 2016 17:23

    Oh, Celsius!!!!!!! KKKKKKKKKKKK

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkKKKKKKKKKKKKKKKKKK Adorei.

      Grande abraço Uilmara,

      Equipe BioOrbis.

      Excluir