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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Órgãos sensoriais e a origem das cobras

Ainda um mistério, mas aqui uma explicação rápida de como é complexo para se saber a origem desses incríveis répteis.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2017/08/orgaos-sensoriais-e-origem-das-cobras.html
Fonte da imagem: Cobras Venenosas.

VAMOS DESCOBRIR...

Os lagartos são os parentes viventes mais próximos das cobras. As cobras podem ter evoluído a partir dos lagartos, ou ambos os grupos podem compartilhar um ancestral comum.

O que é especialmente intrigante sobre a origem das cobras é o fato de que sua derivação a partir dos lagartos ou ancestrais parecidos com lagartos pode ter incluído uma fase fossorial (animais adaptados para escavar o solo, normalmente possuindo pernas ou outros aparatos para esse fim) na qual os fotorreceptores foram reduzidos. Depois dessa extensa fase fossorial, as cobras mais modernas teriam se irradiado de volta para habitats acima do solo. Os fotorreceptores que regrediram durante a fase fossorial foram, de certo modo, reconstruídos para atender as exigências adaptativas das espécies que passaram a ter estilos de vida ativos durante o dia.

Fonte da imagem:  Ultra Downloads.

A visão de que cobras passaram por um período fossorial foi defendida por Gordon Walls no início da década de 1940. Foi inspirada pelo seu estudo monumental do olho dos vertebrados. Walls notou que o olho das cobras era muito diferente do olho de todos os outros répteis, incluindo os lagartos. Por exemplo, a acomodação do olho do lagarto ocorre por meio de uma mudança na forma do cristalino. Nas cobras, ocorre movendo-se o cristalino para frente ou para trás. Tipicamente, os lagartos têm três pálpebras móveis: superior, inferior e membrana nictitante. As cobras não têm nenhuma. Ao contrário, a córnea das cobras é coberta por uma membrana externa, que é um derivado transporte da pálpebra e tem posição fixa. Ossículos escleróticos ocorrem em alguns lagartos mas estão ausentes em todas as cobras. Nas retinas dos lagartos diurnos, estão presentes cones e bastonetes distintos, porém, nas cobras, os “cones” parecem ser bastonetes modificados que atuam na percepção de cor. Walls notou diferenças adicionais na circulação, na estrutura interna e na composição química que atestam a particularidade do olho das cobras, não apenas entre os répteis mas também dentre todos os outros vertebrados. Para Walls, o olho da cobras parecia ser único.

Gordon Walls (1905-1962). Fonte da imagem:  Data Deluge.

Walls propôs que essas peculiaridades anatômicas do olho das cobras não poderiam ser facilmente explicadas se as cobras tivessem evoluído a partir de lagartos que vivem na superfície. Em vez disse, sugeriu que as cobras tivessem evoluído a partir de formas nas quais os olhos fossem reduzidos, em associação com condições de baixa iluminação. Propôs que as cobras tivessem passado por uma fase de vida em tocas. Segundo sua ideia, a restruturação do olho ocorreu conforme as cobras se irradiaram de volta para a vida na superfície e em condições diurnas.

Lagarto Teiú. Fonte da imagem: Cultura Mix.

Outros fotorreceptores das cobras mostram evidências semelhantes de reconstrução a partir de um padrão reptiliano regredido. Por exemplo, o órgão parcial de muitos lagartos é altamente desenvolvido em um órgão fotorreceptor que inclui um cristalino e uma camada fotorreceptora. O osso parietal dos lagartos ocupa uma abertura no crânio e fica abaixo da pele, onde tem acesso direto à luz natural. Entretanto, nas cobras, o parietal é perdido completamente e apenas a porção basal da epífise (pineal) é mantida. Na epífise remanescente dos ofídios, apenas pinealócitos secretores estão presentes e a glândula pineal está abaixo do crânio.

Serpente (Anilius scytale) de habito fossorial. Fonte da imagem: Bio-Scene.

A questão sobre se a origem das cobras inclui uma fase fossorial ou apenas uma fase noturna durante a qual os ancestrais das cobras viveram sob condições de baixa luminosidade ainda é controvertida. De qualquer forma, os fotorreceptores especiais das cobras são certamente uma radial divergência daqueles de outros répteis.

Fonte: Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.

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