quarta-feira, 26 de julho de 2017

Os oceanos: fonte de alimento

Desde a pré-história, a humanidade tem aproveitado recursos vivos dos oceanos, especialmente peixes, como uma fonte inesgotável de alimentos para seu sustento.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2017/07/os-oceanos-fonte-de-alimento.html
Fonte da imagem: Estudo Kids.

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Os ecossistemas costeiros e oceânicos contêm grande parte da biodiversidade do planeta, e vêm sofrendo os mais diversos tipos de pressão, especialmente de origem antrópica, gerando sensíveis reduções na abundância dos recursos pesqueiros o que representa uma série ameaça ao desenvolvimento sustentável.

Peixe-voador. .Fonte da imagem: TopBiologia.

A cadeia alimentar, ou o ciclo de vida marinho, é profundamente dependente dos organismos fitoplanctônicos que, usando o gás carbônico e os nutrientes contidos na água do mar, sintetizam a maior parte dos compostos orgânicos necessários à existência da vida marinha. Esses microrganismos constituem o primeiro nível da cadeia alimentar do meio marinho, apresentando maior abundância na superfície dos oceanos até a profundidade máxima de penetração da luz solar (40-50 metros de profundidade), a camada fótica.

Fitoplâncton. Fonte da imagem: InfoEscola.

Desta forma, muito embora as áreas compreendidas pelas plataformas continentais representem, em superfície, apenas uma pequena porcentagem dos oceanos, elas são responsáveis por mais de 90% de toda a proteína animal retida dos oceanos pela atividade econômica humana.

De forma simplificada, o segundo nível da cadeia alimentar dos oceanos é representado pelos animais herbívoros, que também vivem na zona fótica e que se alimentam do fitoplâncton. Os carnívoros menores (sardinhas, anchovas, etc.) que se nutre dos herbívoros compreendem o terceiro nível da cadeia alimentar.

Camarão. Fonte da imagem: PeixesdeAquário.

Este terceiro nível é formado principalmente por organismos que possuem locomoção própria, nécton, e que ocupam todos os ambientes dos oceanos desde as regiões próximas às costas (ambiente nerítico) até as grandes profundidades, compreendendo os ambientes hemipelágicos (zona batial) e os pelágicos (zonas abissal e hadal).

Ambientes marinhos. Fonte da imagem:  ProjetoQualibio

Os carnívoros do 3º e 4º níveis (carnívoros maiores) servem de alimento para o ser humano, que pode ser entendido nesta simplificação da cadeia alimentar do meio marinho como quinto (5º) e último elo da cadeia alimentar dos oceanos.

Pargo. Fonte da imagem: Berlengas.

A partir da transformação dos processos artesanais de pesca para os processos industriais, a exploração de recursos vivos marinhos tem resultado em um grande incremento da produção pesqueira, especialmente de algumas espécies, visto que, das mais de 25.000 espécies conhecidas do meio marinho, não mais do que 300 são aproveitadas comercialmente para o consumo humano ou na indústria de transformação como proteína concentrada (farinha de peixe) para ração animal.

Lagosta. Fonte da imagem: CliqueDiversos.

De acordo com a FAO foram pescadas, em 1997, cerca de 75.500.000 toneladas de peixes marinhos, sendo que o Brasil contribuiu com apenas 480.000 toneladas. Dados mais recentes obtidos pelos Projetos REVIZEE (Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva) indicam, para o Brasil, uma potencialidade para os recursos pesqueiros marinhos da ordem de 1,5 milhões de t/ano, com os desembarques efetivos da pesca nacional em valores abaixo das 700.000 toneladas anuais.

Pesca Marinha. Fonte da imagem: Istoé Independente.

As características tropicais e subtropicais das regiões da margem continental brasileira são limitantes à abundância de grandes estoques pesqueiros, mas permitem a existência da espécie bem variadas.

Na região Sul, predominam a merluza, a corvina, a pescada, havendo também um grande estoque de camarão. No Centro-Sul, são mais comuns a sardinha e o camarão. Nas regiões Nordeste e Norte, predominam as lagostas e o pargo, além do atum e do peixe-voador.

Corvina. Fonte da imagem: Oceanario.

A pesca predatória e a ausência de medidas de ordenamento eficientes à indústria pesqueira têm ocasionado, na última década, uma diminuição dos estoques de recursos vivos do meio marinho, o que poderá ser superado com a limitação da pesca de determinadas espécies em volumes e em períodos definidos do ano e principalmente através do desenvolvimento de técnicas de aquicultura, que consistem em controlar diretamente o crescimento e a reprodução de organismos marinhos confinados. Embora ainda de aplicação limitada, a aquicultura já é responsável por cerca de 3% da produção e consumo mundial de peixes marinhos.

Fonte: Wilson Teixeira, M. Cristina Morra de Toleto, Thomas Rich Fairchild, Fabio Taioli. Decifrando a Terra. USP. Oficina de textos. 2003.


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