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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Não haverá mais peixes nos oceanos em 2050, revela estudo

As cadeias alimentares dos oceanos do mundo estão em risco de colapso devido à liberação de gases de efeito estufa, sobrepesca e poluição localizada.


Um estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, revelou, após 632 experimentos, que não há “alcance mínimo” para os animais marinhos no que se refere ao aquecimento das águas e à acidificação dos oceanos. Existem pouquíssimas espécies capazes de escapar do impacto que o CO2 causa nos oceanos.

Os oceanos absorvem cerca de um terço de todo o CO2 que é emitido pela queima de combustíveis fósseis. Isso tem provocado um aquecimento de cerca de 1 grau desde os tempos pré-industriais. A água, hoje, possui 30% mais ácidos.

Essa profunda acidificação tornará muito complicada a formação de cascas e estruturas de sustentação de corais, ostras e mexilhões. A quantidade de plâncton irá aumentar com o aquecimento da água. O plâncton é fonte de alimentos para grande parte da cadeia, mas mesmo assim, o número de animais não conseguirá aumentar com a abundância de alimentos.

Mexilhões
“Há mais comida para os pequenos herbívoros, como os peixes, caracóis do mar e camarões, mas com a interferência nas taxas de metabolismo o crescimento desses animais está diminuindo. Como há menos presas disponíveis, ou seja, menos oportunidades para os carnívoros, há um efeito cascata na cadeia alimentar”, afirmou Ivan Nagelkerken, professor associado da Universidade de Adelaide ao site Business Insider.

O HOMEM TAMBÉM INTERFERE NO PROCESSO

Os pesquisadores apontam que esses dados afetam os oceanos de todo o mundo e que atividades humanas como a sobrepesca impedem que os ciclos de vida dos animais se completem e possibilitem uma mínima adaptação das espécies às mudanças climáticas. A pesquisa também alerta para um fenômeno de branqueamento dos recifes de coral. Já é a terceira vez que esse fenômeno é flagrado.

Coral
Desde 2014, uma enorme onda de calor debaixo d’água, impulsionada pela mudança climática, tem causado a perda do brilho e morte de corais em todos os oceanos. Até o final deste ano 38% dos recifes do mundo terá sido afetados. Cerca de 5% terão morrido. Os recifes de corais são responsáveis pela nutrição de 25% das espécies marinhas do mundo.

A região da grande barreira de corais da Austrália já perdeu metade de sua cobertura de coral ao longo dos últimos 30 anos. A tendência é que eles diminuam maciçamente até 2050 se a emissões de gases do efeito estufa não diminuírem em breve.

Aquecimento da água e sobrepesca contribuem para o fenômeno.
Problemas na cadeia alimentar dos oceanos será uma preocupação direta para centenas de milhões de pessoas que dependem de frutos do mar para o seu sustento, medicamentos e renda. A perda dos recifes de coral também poderá agravar a erosão costeira devido ao seu papel na proteção de linhas costeiras contra tempestades e ciclones.

Nagelkerken aponta que somente com a diminuição da poluição será possível dar uma chance para que as espécies se adaptem e possam se desenvolver novamente. Caso isso não ocorra em breve, os oceanos caminham para um grande colapso.

4 comentários:

  1. Uilmara Machado de Melo Gonçalves13 de dezembro de 2016 12:22

    MUITO TRISTE! Viram a reportagem sobre a ameaça de extinção das Renas??? Foi no BOM DIA BRASIL (um alerta no Ártico - o aquecimento global tem feito os rios não mais congelarem, como antes, e as Renas não conseguem atravessá-los para obterem comida por causa do grande volume de água... Andei pesquisando e descobri que mais fatores têm contribuído para esta ameaça (nos EUA, Canadá, Rússia, Noruega...) - “Endogamia devido a pequenas populações isoladas da espécie; caça furtiva/caça ilegal pelos chifres dos animais; predadores como ursos, linces e lobos; mudança climática - uma maior quantidade de chuva congela no tempo frio e encobre o líquen que comem; pastores que mantêm renas foram se aproximando de estradas movimentadas para atender aos turistas (isso deixa a rena vulnerável, podendo ser atropelada por carros ou cozida por caçadores), alteração na paisagem com interesse na expansão urbana e no crescimento industrial (não é o Papai Noel mas empresas madeireiras, de mineração, petróleo, gás e lazer estão dominando o território das Renas)”... E, para completar a tragédia, um raio matou 323 renas na Noruega no dia 26/08/16 (elas foram encontradas mortas por um guarda-florestal em Hardangervidda, um Parque Nacional, onde 10 mil renas vivem em liberdade! Lamentável!!!

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    1. Nossa essa sim é uma notícia extremamente Triste querida Uilmara. Não sabíamos. O pessoal pensa que o único culpado é só o aquecimento global, errado! Ele é o primeiro culpado, pois nosso planeta já passou por momentos de aquecimento extremamente fortes, piores que esse que estamos enfrentando. Os outros fatores que são devastadores e que levam a extinção, como esse que você citou, a ENDOGAMIA, no qual os animais se intercruzam entre parentes, levando a problemas genéticos no futuro. E não somente esse em outras partes tem o hibridismo que é um dos principais fatores que levam a extinção também, e mais, tem as espécies invasoras.

      Ou seja é uma gama de fatores, que levaram a mais uma extinção em Massa, dizem que será a SEXTA EXTINÇÃO EM MASSA, pois na Terra já tiveram 5. Temos que fazer de tudo para que não ocorra.

      Grande abraço Uilmara, e agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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  2. Muito triste mesmo...😔
    Pessoal,vamos fazer a nossa parte também,devemos cuidar do nosso querido planeta,senão nós vamos destruí-lo

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    1. Disse tudo Luís, fazer nossa parte. Primeiro de tudo começar com a gente. Veja nossas postagens de FAÇA VOCÊ MESMO, la mostram técnicas para reduzirmos o lixo em nosso planeta. Já é um começo.

      Agradecemos pelo comentário, uma grande abraço,

      Equipe BioOribs.

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