quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Formigas preguiçosas

Estudo diz que, em colônia de formigas, 25% dos indivíduos não trabalham.


Quando falamos em formigas, costumamos associar estes animais a exemplos de trabalhadores incansáveis, que fazem de tudo para manter o formigueiro. Porém, um estudo recente pode diminuir o status de ‘dedicadas’ das formigas. Em um trabalho realizado nos Estados Unidos, cientistas descobriram que muitos dos insetos da espécie Temnothorax rugatulus, da América do Norte, simplesmente não trabalham.

Durante o estudo, publicado na revista Behavioral Ecology and Sociobiology em setembro, os pesquisadores marcaram, por duas semanas, todos os indivíduos de cinco diferentes colônias com pontos coloridos para conseguir monitorá-los por câmeras. Seis vezes por dia, os dispositivos filmavam os formigueiros por 5 minutos e registravam o que cada uma das formigas estava fazendo. Para o trabalho, foi levado em consideração que, normalmente, em determinados momentos, todo formigueiro possui formigas inativas.

Com as filmagens, foi observado que apenas 2,6% das formigas estava trabalhando o tempo todo, enquanto 71,9% passavam metade do dia sem fazer nada. As formigas que apareceram o tempo todo inativas eram 25,1%.

“Talvez o resultado mais surpreendente desse estudo seja o de que a inatividade é altamente recorrente e explica uma grande parte da variação entre trabalhadores, além de tarefas especializadas como forrageamento, construção e cuidado do ninho”, escreveram Daniel Charbonneau e Anna Dornhaus, da Universidade do Arizona, autores do trabalho.

Agora, os pesquisadores querem saber como interpretar os resultados obtidos no estudo.

Foto: reprodução/Terri Heisele/SXC
“À primeira vista, a inatividade poderia ser considerada apenas falta de atividade e parecer trivial”, afirmaram. “Entretanto, mostramos que existe um subconjunto de trabalhadores efetivamente ‘especializados’ em inatividade.”


Uma hipótese ainda não explorada é a de que a idade das formigas tenha algum papel em determinar se elas estão ativas ou não. As muito jovens e muito velhas poderiam estar sendo poupadas. Para confirmar isso, seria preciso conduzir pesquisas ainda mais detalhadas e por mais tempo, afirmam.

Fonte: Top Biologia

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