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sábado, 14 de novembro de 2015

Engenheiros desenvolvem biquíni capaz de limpar os oceanos

Iniciativa encantou designers e recebeu premiação, mas ainda enfrenta barreiras para a sua comercialização e utilização.

Inventores ainda não encontraram maneiras de comercializar o produto.


Preocupados com o meio ambiente, engenheiros da Universidade da Califórnia, localizada em Riverside, nos Estados Unidos, criaram um produto que tem chamado a atenção da mídia em geral e da indústria da moda: o Sponge Suit.

Muito além de uma simples roupa de banho ou tendência, esse biquíni é um aliado na limpeza dos mares, já que é capaz retirar impurezas do mar enquanto a pessoa estiver na água

Parece mentira, mas não é!

Traduzido como “traje de esponja”, o produto é feito de um material reciclável capaz de absorver poluentes, como óleo e produtos químicos, por meio de pequenos poros no tecido, garantindo que eles não cheguem à pele de quem está vestindo.

O material, que ainda é de baixo custo, tem como base um tipo de açúcar aquecido. Impresso em 3D, o biquíni ainda armazena até 25 vezes o próprio peso. Além disso, uma vez que as almofadas do bojo tenham sido utilizadas o suficiente, elas podem ser substituídas por outras novas para continuar sua missão de purificação, sem que o usuário precise comprar um novo biquíni.

GRUPO DE CRIADORES INCLUI UMA ENGENHARIA DE DESIGNERS

O modelo foi desenvolvido por uma equipe montada pela professora de engenharia elétrica Mihri Ozkan, em parceria com uma equipe de designers de Nova York – formada por Pinar Guvenc, Inanc Eray, Gonzalo Carbajo e Marco Mattia Cristofori.

O objetivo era garantir um futuro onde todos pudessem contribuir com a limpeza dos mares, seja por meio de uma atividade esportiva ou simplesmente um passeio de férias de verão.

Modelo ganhou prêmio, mas ainda não pode ser comercializado

A invenção sustentável foi reconhecida mundialmente em uma competição de design e tecnologia, a Reshape 2015, ganhando o prêmio principal da noite.

No entanto, apesar de ter se destacado no mundo da moda e na comunidade científica, os pesquisadores ainda não encontraram maneiras de levar a peça ao mercado e nem formas de vendê-la. Isso porque, apesar do baixo custo, é difícil provar que esse modelo possa fazer a diferença.

Para eles, é preciso conscientizar as pessoas e mostrar que se apenas uma pessoa usar esta tecnologia não fará muita diferença, mas se muitas pessoas a vestirem e entrarem no mar, o impacto positivo será enorme. Além disso, os pesquisadores acreditam e torcem para que o material seja útil no futuro em outras formas além do biquíni.

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