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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O pássaro mais raro do mundo é fotografado!

Incrível o pássaro mais raro do mundo é fotografado pela primeira vez. Mas é morto logo depois pelo pesquisador.

O pássaro martim-pescador-de-bigode.

Pesquisador responsável pela equipe que encontrou o animal disse que não foi uma decisão fácil, mas que exames no pássaro morto podem ajudar a proteger a espécie no futuro.

No dia 23 de setembro, a equipe do biólogo Chris Filardi conseguiu fotografar pela primeira vez um pássaro macho da espécie Actenoides bougainvillei excelsus. Filardi dirige o programa do Pacífico no Museu Norte-Americano de História Natural e afirmou em nota publicada no site da instituição que procurava pela ave há mais de 20 anos. Seu habitat natural fica em Guadalcanal, nas Ilhas Salomão.

Apenas três exemplares da espécie já tinham sido avistados na década de 1920 e 1950, mas eram fêmeas. A vocalização e os hábitos dos machos são pouco conhecidos. 

A notícia, portanto, foi comemorada, mas ao mesmo tempo causou muita polêmica. Isso porque, logo depois de ser capturada, a ave foi morta para ser estudada pelos cientistas. Na página do Facebook do museu, onde a foto foi divulgada, muitos internautas questionaram a decisão de Filardi e sua equipe. No Huffington Post, Marc Bekoff, professor de ecologia da Universidade do Colorado, escreveu um texto questionando a morte de animais em nome da ciência

Filardi respondeu as críticas em um texto publicado no site da organização de conservação ambiental Audubon. "Essa não foi uma decisão fácil nem foi tomada no calor do momento", garantiu Filardi. Ele diz que trabalha há 25 anos para conservar a vida selvagem.

Filardi segurando o martim-pescador-de-bigode.
Ele diz que a descoberta mais importante do trabalho de campo realizado nas últimas semanas não foi a captura do exemplar fotografado, mas verificar que o habitat da espécie está saudável. Eles estimaram a população do pássaro em 4 mil indivíduos e garantem que, apesar de ser pouco conhecida na ciência ocidental, não é uma espécie ameaçada ou em extinção.

O "céu ilha" de Guadalcanal.
Ele justifica que a morte da ave é uma prática padrão para biólogos que fazem trabalhos de campo e que antes de matá-la foram considerados critérios como o impacto na população. O exemplar, escreve Filardi, vai ajudar os pesquisadores a entenderem melhor o animal e como ele reage a situações específicas. Esse conhecimento poderia ajudar a proteger a espécie no futuro, diz.

Fonte: Wild Things

21 comentários:

  1. Respostas
    1. Triste, mas infelizmente um mal necessário. Devido ser uma espécie rara e não possuir nenhum exemplar macho em coleções, com esse feito, garante que se a espécie tiver algum problema futuro, terá agora nas coleções para pesquisas futuras e ajudar na sua preservação e conservação. Mesmo tendo 4 mil indivíduos não é uma espécie ameaçada de extinção. Um indivíduo somente fêmea em uma coleção não se sabe todas as características da espécie em si.

      Triste, mas é necessário.

      Equipe BioOrbis

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  2. Uilmara Machado de Melo Gonçalves18 de outubro de 2016 22:35

    Imaginei, isto!...

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    1. Triste mas infelizmente um mal necessário =/

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  3. Será um mal necessário? Ou um mal entendido?
    Se o próprio pesquisador alega que busca a espécie há anos não seria ideal produzir outros para estudar?
    Não concordo com esse tipo de pesquisa retalhadora.

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    1. Entendo seu ponto de vista. Mas como assim produzir outros para estudar? Como você mesma disse ele estava procurando a anos, e não possuíam um espécime macho da espécie na coleção, isso é de extrema importância para estudos da biologia, evolução, reprodução e entre vários outros estudos para uma espécie. Porque tendo somente fêmeas você não tem como adivinhar como eles se reproduzem, como se interagem, entre outros.

      Mas agradecemos pelo comentário e pelo seu ponto de vista que é fundamental para nosso site.

      Um grande abraço, Equipe BioOrbis.

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    2. E com o pássaro morto fica a saber como é que ele interage e como se reproduz? Claro que não.
      Não estou triste, estou indignado. É lamentável o que se faz e o que se fez em nome da ciência.

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    3. O que um pequeno pássaro pode trazer algum benéficio para humanidade?Existem milhares de raças de aves e não acharam proveito quase nenhum.Sómente porque o pássaro é raro mataram .
      Convenhamos, o bicho homem está se tornando cada vez mais raro em suas mentes doentias.

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    4. Não gente vocês não entenderam. O fato de saber como ele interage e se reproduz da para saber devido a estudo biogeográficos através de seu DNA. São técnicas bem avançadas.

      Mas o estranho mesmo ai é fato de que os machos são raros de achar, e mesmo assim ele matou quando achou um. No caso acho que deviam monitorar e marcar ele, deixando vivo. Mas não sabemos a intenção do pesquisador.

      Agradecemos pelos comentários,

      Abraços da Equipe BioOrbis.

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  4. Acho triste o fato do pássaro morrer, mas entendo que foi necessário pela ciência

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    1. Triste mesmo, mas muitas espécies já foram salvas da extinção devido a atitudes assim.

      Um grande abraço, agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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  5. Como ele sabe se existem 4 mil espécie e passou todo esse tempo pra capturar apenas um. Absurdo!

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    1. Exatamente é bem duvidoso as atitudes dele.

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  6. Exatamente, como Ele pode chegar a esta conclusão? Com os dados na reportagem não é possível. Outras informações podem não estar no texto, como a localização de indícios da presença de outros indivíduos (fezes, penas, pegadas, etc). No entanto a decisão parece equivocada, pois manter o animal vivo em cativeiro ou instalar nele um dispositivo de rastreamento traria muito mais informações sobre a espécie, já que este era o objetivo.

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    1. Sim você disse uma verdade. Também achamos que seria melhor ele deixar o espécime vivo e monitorar, já que ele era bem raro.

      Agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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  7. Este artigo não faz sentido. Como é que pode ser o pássaro mais raro do mundo e existirem 4000 exemplares? Deviam ter mais cuidado com os sensacionalismos pois tiram-vos a credibilidade!

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    1. 4000 mil indivíduos para uma espécie é bem pouco sabia? Ainda mais que vivem em uma ilha. O risco de extinção é bem alto.

      Agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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  8. Sinceramente, eu acredito mais que mataram o pássaro pode algum descuido, e inventaram essa história de pela Ciência.

    Até porque qualquer ser racional, sabe que ele vivo dava pra se saber mais dá espécie do que ele morto.

    Deixasse para fazer as coisas necessária, quando morto, no momento que ele tivesse morrido naturalmente.


    Eu não estou acreditando, na história da morte pela ciencia. isso deve ter sido algum incidente ...

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    1. Sua dedução foi incrível DJRCKS. Realmente pode ter sido isso. Eles podiam simplesmente monitorar o espécime durante a vida dele toda, quando morre-se pegava o corpo, simples assim não é mesmo? =D

      Agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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  9. Só não entendi o porque dele ser chamado de o pássaro mais raro do mundo, a população da arara azul nem chega perto disso ...

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    1. Mas a arara-azul se encontra em grande parte do território brasileiro, mesmo sendo em pequenas populações e em risco de extinção. Já o martim-pescador-de-bigode é o mais raro devido a seu endemismo (ele só encontrado em um lugar específico no mundo) na ilha de Guadalcanal.

      Agradecemos pelo comentário, quaisquer mais dúvidas é só comentar aqui mesmo.

      Abraços, equipe BioOrbis.

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