sábado, 5 de setembro de 2015

Chernobyl: deserto inóspito

Nada apodrece e muito menos cresce em Chernobyl, porque será?

Fonte da imagem: MegaCurioso.

VAMOS DESCOBRIR...

Há quase três décadas, o acidente da usina de energia nuclear de Chernobyl foi um dos maiores desastres ambientais do planeta. Diversas pessoas tiveram que sair de sua cidade e criou-se uma área de isolamento que persiste até hoje para evitar as contaminações pela radiação ainda presente na cidade ucraniana. Acredita-se que ainda serão 20.000 anos para que toda a região esteja livre de partículas radioativas que poluem a cidade de Chernobyl.

Fonte da imagem: BelarusBigest.

Apesar de investigações terem mostrado que alguns organismos ainda sobrevivem nas florestas do entorno da usina, outras pesquisas mostraram que nada apodrece nas regiões mais afetadas. As árvores e folhas morrem e ficam pelo chão das matas próximas do local do acidente sem se decomporem. Sem a decomposição, os troncos de árvores estão se tornando minerais, assim como se formaram as minas de carvão, porque não há ação dos microrganismos.

Outros estudos já haviam identificado que o acidente em Chernobyl afetou diretamente as aves, que tinham um cérebro menor do que outras das mesmas espécies, mas que viviam em regiões seguras, assim como as plantas de lá crescem de forma bem mais devagar. Outro efeito da radiação que foi recentemente descoberto por cientistas é que ela está afetando bactérias e fungos decompositores, seres vivos essenciais na ciclagem dos nutrientes.


Fonte da imagem: LiveScience.

Os seres decompositores têm um papel importantíssimo na ecologia dos organismos. Apesar da gente não perceber direito o papel deles no nosso meio ambiente, eles são essenciais para manter uma quantidade suficiente de energia dentro do ciclo de vida entre os animais. Estes fungos e bactérias são os organismos que fazem o solo e também retornam para as plantas minerais e nutrientes essenciais para que elas cresçam saudáveis.

Para investigar se era mesmo a radiação a culpada pelo não apodrecimento das plantas, os cientistas usaram vários punhados de folhas em diferentes partes da área de exclusão estipulada após o acidente e onde é permitido ficar apenas por pouco tempo para evitar maiores consequências das partículas radioativas.


Fonte da imagem: BBC.

Depois de um ano de testes eles confirmaram que era mesmo a radioatividade elevada presente nas florestas de Chernobyl que modificavam e impediam a ação das bactérias e fungos. Sem estes organismos decompositores, toda a ecologia da região foi modificada. As plantas crescem mais devagar pela falta de nutrientes, um tronco que se torna pó em uma década em uma floresta normal, em Chernobyl se torna uma pedra e a vida fica muito mais difícil nestas áreas, permitindo a sobrevivência de poucas espécies.

Para terminar, os pesquisadores também levantaram a hipótese de que a falta destes organismos decompositores e a maior quantidade de folhas secas no chão das florestas aumenta a possibilidade de incêndios florestais. Um incêndio nas florestas que cercam Chernobyl seria muito grave, pois espalharia ainda mais as partículas radioativas que contaminaram a área após o acidente.

E para finalizar veja este documentário sobre peixes que ainda vivem em Chernobyl. Documentário Monstros do Rio:



Fonte: Biologia Total.


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