quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sapos em miniatura

Sete espécies de 'mini sapos' são descobertas no Sul do Brasil.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/07/novas-especies-em-miniatura.html

VAMOS DESCOBRIR...

Os animais são do gênero Brachycephalus, cujo tamanho varia de 6 milímetros a 1 centímetro.

Brachycephalus sp. da Mata Atlântica brasileira. Crédito da imagem: Luiz Fernando Ribeiro / CC BY SA.

Um grupo de cientistas liderados pelo Prof. Marcio Pie da Universidade Federal do Paraná no Brasil, descreveu sete novas espécies do gênero Brachycephalus, das áreas montanhosas do sul da Mata Atlântica brasileira.

Os pesquisadores vinculados à organização não governamental Mater Natura descobriram nas montanhas da Serra do Mar, entre os estados do Paraná e de Santa Catarina, sete espécies de mini sapos do gênero Brachycephalus, cujo tamanho varia de 6 milímetros a 1 centímetro.

Brachycephalus olivaceus

A descoberta foi publicada na revista científica PeerJ, em artigo assinado pelo ecologista Marcos Bornschein, da Universidade Federal de Minas Gerais, estudioso do gênero de sapos desde 1990. Assinam também os biólogos Márcio Pie, da Universidade Federal do Paraná, e Luiz Fernando Ribeiro, do Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais.

Brachycephalus é uma fascinante gênero de sapos endêmicos da Mata Atlântica brasileira. Estas rãs são bem conhecidos por seu forte endemismo, particularmente em florestas.

Brachycephalus leopardos

Marcos Bornschein informou à Agência Brasil que, embora as espécies de sapinhos só possam a ser consideradas ameaçadas de extinção mediante reconhecimento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, para fins práticos, e face à sua sensibilidade às mudanças climáticas, os mini sapos foram incluídos no Plano Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil, do Ministério do Meio Ambiente.

A inclusão no plano é um reconhecimento de que as espécies estão ameaçadas de extinção, informou o pesquisador. O plano engloba ações prioritárias de conservação. Os novos sapos não são vistos com facilidade, porque vivem escondidos sob as folhas acumuladas no solo da floresta.

As primeiras espécies do gênero foi descoberto em 1842 pelo cientista alemão Johann Baptist von Spix, mas a maioria das espécies foram descobertas apenas nos últimos dez anos, nomeadamente devido à sua natureza altamente endêmica.

Brachycephalus verrucosus

Para a ciência, Bornschein disse que a descoberta é um passo importante porque, “com isso, agora, o gênero Brachycephalus passa de 21 para 28 espécies. São as primeiras [espécies] conhecidas em Santa Catarina”.

Estas rãs estão entre os mais pequenos vertebrados terrestres, com tamanhos adultos muitas vezes não superior a 10 mm de comprimento.

Segundo ele, é ampliada a “ocorrência até então conhecida desse grupo de sapinhos e isso mostra que muitas outras espécies poderão ser descobertas, não só de outros animais, mas do próprio grupo de anfíbios”. A descoberta, sustentou Bornschein, não encerra o projeto. “Significa que é preciso continuar a fazer”, disse.

Para o meio ambiente, Marcos Bornschein destacou que a descoberta das sete espécies de anfíbios em uma pequena região indica que muitas outras espécies de animais podem vir a ser encontradas no mesmo lugar, como insetos ou pequenos organismos que vivem no solo e dos quais os mini sapos se alimentam.

Brachycephalus mariaeterezae. Crédito da imagem: Ribeiro LF et al.

Várias espécies Brachycephalus exibem padrões de coloração conspícuas que estão associados com a presença de tetrodotoxina e seus análogos, que são altamente potentes neurotoxinas.

“A gente ainda conhece pouco a mega biodiversidade brasileira. É um destaque para a necessidade de se continuar estudos de inventariação, estudos de mapeamento de biodiversidade”, destacou o pesquisador.

Uma das principais preocupações a respeito das novas espécies é que os mesmos fatores que levaram à sua endemismo também pode ser um bilhete para sua extinção.

Brachycephalus auroguttatus

"Este é apenas o começo, especialmente tendo em conta o fato de que nós já encontraram outras espécies que estão em processo de descrever formalmente", disse o Dr. Luiz Ribeiro do Instituto Mater Natura de Estudos Ambientais, que é o primeiro autor de um artigo publicado na revista PeerJ.

As novas espécies são Brachycephalus boticario, Brachycephalus mariaeterezae, Brachycephalus olivaceus, Brachycephalus auroguttatus, Brachycephalus verrucosus, Brachycephalus fuscolineatus e Brachycephalus leopardus. Essas novas espécies são cerca de 10 a 13 mm de comprimento do corpo.

Brachycephalus boticario

Florestas tropicais são altamente sensíveis às mudanças climáticas, e para a preservação a longo prazo destas espécies pode envolver não só a proteção dos seus habitats, mas também mais esforços de gestão direta, como a criação em cativeiro.

A próxima etapa do projeto foi aprovada. Ela objetiva a busca de espécies novas e mais amostras das espécies descobertas agora. O início de coleta em campo é previsto para setembro próximo. Na primeira fase da pesquisa, feita em 2012, foram descobertas 15 espécies de sapos no Paraná, sendo três do gênero Melanophryniscus e 12 do gênero Brachycephalus.

Fontes: Sri-News.com National Geographic Brasil

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2 comentários:

  1. Uilmara Machado de Melo17 de julho de 2015 10:29

    "Florestas tropicais são altamente sensíveis às mudanças climáticas, e para a preservação a longo prazo destas espécies pode envolver não só a protecção dos seus habitats, mas também mais esforços de gestão direta, como a criação em cativeiro." Aí, a gente assisti a uma reportagem no GUGU e vê que o homem só vai invadindo esses espaços e acabando com essas espécies: a GANÂNCIA sempre à frente de tudo!!! "No meio da floresta Amazônica, um hotel imponente e luxuoso foi construído. Hoje, entretanto, abandonado e deteriorado pelo tempo, o hotel mais parece um lugar mal-assombrado." LAMENTÁVEL!!!
    http://entretenimento.r7.com/programa-do-gugu/videos/hotel-de-luxo-abandonado-no-meio-da-selva-guarda-uma-serie-de-misterios-15072015

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    1. Realmente Uilmara, é lamentável, porque da pra vivermos em harmonia e equilíbrio com os animais e toda a natureza.

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