terça-feira, 30 de junho de 2015

Planadores selvagens

Um exótico grupo de animais da floresta tropical de Bornéu desenvolveu formas de deslocamento que desafiam a gravidade. Só não o confundam com uma serpente.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/06/planadores-selvagens.html

VAMOS DESCOBRIR...


Este nosso amigo ai em cima não é um serpente, mas sim um lagarto voador, ele é um predador noturno. Num galho de árvore, ele fica à espreita de insetos. Quando está assustado ou sai em busca de alimento, joga-se no espaço. Duas imagens do lagarto no mesmo fotograma, revelando as mudanças em sua postura quando está prestes a pousar. As membranas entre os dedos dos pés e as abas de pele nas pernas e na cauda servem de camuflagem e ampliam a área usada para planar. Em vôos mais longos, a pressão do ar distende dobras de pele que, em geral, ficam sob o corpo.

As enigmáticas florestas tropicais de Bornéu, como estas matas no Parque Nacional de Gunung Palung, na Indonésia, ainda guardam segredos. Sabe-se muito pouco sobre a vida da maioria desses animais. O esquilo voador gigante foi flagrado no alto de uma mangueira, a partir de uma plataforma oculta na copa das árvores. Podendo atingir quase 1 metro de comprimento com a cauda, esta é a maior das 14 espécies de esquilos voadores de Bornéu. Como, além de silenciosos, costumam planar à noite, é extremamente difícil estudar esses animais.

A serpente deslisou pelo galho da árvore. De repente ela caiu presa ao tronco pela cauda, antes de se lançar no espaço. Na queda as costelas se alargaram e o corpo se achatou enquanto ela nadava pelo ar. Seria um pesadelo para qualquer um.

Chrysopelea paradisi
Em Bornéu,  existe uma grande diversidade de animais planadores na ilha. Mas não é fácil de encontrá-los. A maioria tem cores pouco nítidas, só saem à noite ou vive escondida nas árvores.

Esses animais planadores não conseguem se manter no ar e voar como as aves e os morcegos. Eles deslocam sutilmente o peso do corpo ou ajustam a cauda e as patas para controlar seu rumo, enquanto planam em meio às copas das árvores. Existem mais de 30 espécies de planadores só em Bornéu. Por que essa ilha é tão rica em espécies planadores, enquanto outras florestas tropicais, como a Amazônica, não têm nenhuma e as florestas africanas possuem apenas algumas?

Nas florestas de Bornéu, assim como outras no Sudeste Asiático, possuem uma característica crucial: as gigantescas árvores dipterocarpáceas, que dão frutos com pouca frequência e bloqueiam a luz do sol, prejudicando assim as outras árvores. Parece que essas condições tornam os alimentos mais escassos em Bornéu, obrigando os animais a percorrer distâncias maiores para sobreviver. E a melhor maneira de se deslocar é planando. Esse método lhes permite transitar entre árvores sem enfrentar a longa viagem da copa até o chão e a subida de volta ao topo.

A necessidade de se deslocar com eficiência pela copa das árvores talvez explique por que tantos grupos diferentes de animais aprenderam a planar. Para isso, cada qual desenvolveu estruturas próprias – desde os sapos com dedos unidos por membranas até os lêmures com verdadeiras abas de pele.

Rhacophorus pardalis
Os sapos voadores movem-se pelo ar, de árvore em árvore, ou descem até os locais de procriação. A pele frouxa das patas e os longos dedos unidos por membranas lhes dão a sustentação para planar. Nas aterrissagens, almofadas aderentes nas patas os ajudam a agarrar-se à folhagem ou ao tronco das árvores. Muitas espécies de sapos que vivem no alto das árvores conseguem manter no ar as quatro patas bem esticadas, evitando cambalhotas. Porém, apenas os que desenvolveram membranas extensas, como o Rhacophorus pardalis, podem planar de fato. Usando as patas como aerofólios, conseguem fazer curvas inclinadas de 180 graus em pleno ar.

Um sapo voador desce até um galho sobre o charco para procriar e pôr ovos. Os girinos vão para a água assim que saem do ovo. Essa espécie de sapo voador, a maior de Bornéu, foi descoberta no século 19 pelo naturalista Alfred Russel Wallace. Os sapos R. dulitensis têm membranas entre os dedos das patas, mas os cientistas ainda não flagraram nenhum deles em pleno ar. Uma fêmea prepara-se para botar os ovos brancos, visíveis através da pele transparente, enquanto o macho nas suas costas espera para fertilizá-los. Quando os sapos sobem à copa das árvores, raramente descem, exceto para procriar.

R. dulitensis
Uma fêmea de lemurídeo voador se dependura pelas patas traseiras com o filhote agarrado a ela. Os lêmures voadores não são parentes próximos dos legítimos lêmures de Madagascar, mas formam a ordem dos dermópteros, ou “asas de pele”. Entre os mamíferos planadores, eles têm as maiores membranas para o voo, chamadas de “patágios”, que vão desde o queixo até a ponta das patas, chegando à extremidade da cauda. A fêmea estende as patas para aproveitar a corrente de ar, revelando seu jovem passageiro. Ao contrário dos esquilos voadores, que por vezes deixam os filhotes quando procuram alimento, as mães dermópteras em geral levam consigo seus filhotes.

Os lagartos Draco conseguem saltar de um tronco de árvore, fazer um giro completo no ar e pousar mais embaixo, na mesma árvore. No salto, a pele entre as costelas se distende como um guarda-chuva, permitindo-lhes planar entre as árvores por distâncias de até 30 metros. Os mais notáveis dentre os planadores de Bornéu, os Draco são ativos durante o dia, alimentando-se de cupins e formigas. Os machos exibem a papada para impressionar os adversários e suas possíveis parceiras. Os machos rivais perseguem-se uns aos outros saltando de árvore em árvore.

Bornéu
Os olhos de um lêmure voador plana pela noite, como sua espécie vem fazendo há milhares de anos. Seu olhar assustado me alerta que, se não protegermos as florestas tropicais de Bornéu, já em via de extinção, os animais que vivem nas árvores não terão mais por onde planar.

Fonte: National Geographic Brasil

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