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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Novo ancestral humano é descoberto na África

O australopitecíneo viveu há cerca de 3,4 milhões de anos no que hoje é a Etiópia.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/06/novo-ancestral-humano-e-descoberto-na.html
Australopithecus deyiremeda. Fonte da imagem: Science 2.0.

VAMOS DESCOBRIR...

O novo fóssil foi encontrado perto de onde antropólogos americanos encontraram os restos de “Lucy”, de estimados 3,18 milhões de anos, no deserto de Afar, na Etiópia, em 1974.

As mandíbulas e dentes fossilizados encontrados no norte da Etiópia pertencem a um antigo ancestral humano que, de acordo com pesquisadores, viveu mais ou menos à mesma época da espécie de Lucy, o Australopithecus afarensis, sendo, porém, uma espécie distinta.

Os restos da nova espécie, batizada Australopithecus deyiremeda, que viveu há entre 3,5 milhões e 3,3 milhões de anos atrás, foram descobertos a apenas 35 km do sítio de Hadar, onde Lucy e outros A. afarensis foramencontrados há 41 anos.

Como fósseis de A. afarensis datam de há entre 3,7 milhões e 3 milhões de anos, as duas espécies teriam sido praticamente contemporâneas (embora a própria Lucy possa ter vivido muito recente para ver um deles).

A descoberta sugere que vários hominídeos distintos, espécies mais estreitamente aparentadas com humanos que chimpanzés, perambulavam pelo leste da África há mais de 3 milhões de anos.

Por volta da mesma época, uma terceira espécie, Kenyanthropus platyops, vivia no atual Quênia.

“A questão que emerge é quais táxons deram origem ao nosso gênero Homo”, sinaliza Yohannes Haille-Selassie, paleoantropólogo no Museu de História Natural de Cleveland, em Ohio, cuja equipe relatou a descoberta na revista Nature.

“Essa será pergunta de 64 milhões de dólares”.

O ESTRANHO NO GRUPO

Os pesquisadores não se deram conta do significado das amostras quando encontraram uma mandíbula inferior e superior em março de 2011, no que deveria ter sido o último dia de sua temporada em campo explorando a árida área de Woranso-Mille, no norte da Etiópia.

“Isso nos obrigou a prolongar nossa estadia em campo”, relata Haille-Selassie.

Dada à grande proximidade de Hadar, que produziu centenas de fósseis pertencentes a A. afarensis, inclusive os restos relativamente completos de Lucy, a equipe imaginou que aqueles ossos pertenciam a essa espécie.

Uma inspeção mais minuciosa, porém, revelou que a mandíbula inferior era mais “pesada”, ou desenvolvida, e os dentes menores que os dos vizinhos do hominídeo em Hadar.

O K. platyops, definido por um crânio com face achatada, de 3,5 milhões de anos de idade, descoberto perto do Lago Turkana, no Quênia, também não se mostrou icompatível.

“Estamos convencidos de que isso é diferente de todas as espécies que conhecemos”, anuncia Haille-Selassie.

Para apresentar evidências mais convincentes, sua equipe espera poder associar as mandíbulas de A. deyiremeda a fósseis de um pé de uma espécie ainda não identificada que seu grupo também encontrou em Woranso-Mille e que pertenciam a uma criatura que passava mais tempo em árvores que a espécie de Lucy.

“Então estaremos em melhor posição para afirmar que esta é uma espécie totalmente nova”, conclui Haille-Selassie.

O holótipo, ou espécime-tipo mandibular de Australopithecus deyiremeda (BRT-VP-3/1) encontrado em 4 de março de 2011.

O nome da espécie, deyiremeda, deriva de palavras do idioma local de Afar e significam “próximo”, “parente”.

Haille-Selassie argumenta que não é surpreendente que vários hominídeos tenham convivido no leste da África há cerca de 3,5 milhões de anos, já que seus descendentes eram igualmente diversos um milhão de anos mais tarde.

Fred Spoor, paleontólogo da University College London, autor de um artigo sobre o estudo publicado em “Notícias e Opiniões” na revista Nature junto com o trabalho completo, especula que as duas espécies podem ter sido capazes de prosperar lado a lado, porque talvez não competissem diretamente por alimentos, abrigo e território.

As distintas formas mandibulares de A. deyiremeda e A. afarensis poderiam significar que eles usavam seus dentes para triturar diferentes tipos de alimentos. Mas com tão poucas evidências a apresentar, Spoor adverte contra tirar conclusões precipitadas sobre o relacionamento entre as duas espécies.

“Não devemos achar subitamente que eles estavam às margens do Rio Awash, apertaram as mãos e perguntaram ‘O que vocês estão fazendo aqui?’”

Fonte: Scientific American Brasil

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Os primeiros membros do gênero Homo variavam muito seu tamanho

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Australopithecus africanus, podem ter feito e usado ferramentas de pedra

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