sábado, 9 de maio de 2015

Será que os animais podem nos ajudar a prever terremotos?

Vocês sabiam que alterações comportamentais de animais sinaliza, dias antes, a ocorrência de terremotos?

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/05/alteracao-comportamental-de-animais.html

VAMOS DESCOBRIR...


Um estudo realizado no Parque Nacional Yanachaga, no Peru, correlacionou mudanças de comportamento de aves e pequenos mamíferos com a ionização da atmosfera causada pelo atrito subterrâneo das rochas.


O dado de que alterações no comportamento dos animais sinalizam, com horas ou dias de antecedência, eventos como os terremotos já era conhecido. Especialmente noticiada foi a disparada dos elefantes asiáticos para terras altas por ocasião do terremoto seguido de tsunami de 26 de dezembro de 2004. Muitas vidas humanas foram salvas graças a isso. Mas tais eventos ainda não haviam sido documentados de maneira rigorosa e conclusiva. Nem fora estabelecida uma correlação de causa e efeito entre essa modificação do comportamento animal e fenômenos físicos mensuráveis.

Os ratos possuem uma espécie de "sexto sentindo" que podem alertá-los de terremotos antes mesmo de acontecerem, diz o estudo.

Isso ocorreu agora em pesquisa realizada por Rachel Grant, da Anglia Ruskin University (Reino Unido), Friedemann Freund, da agência espacial Nasa (Estados Unidos), e Jean-Pierre Raulin, do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Brasil). Artigo relatando o estudo, “Changes in Animal Activity Prior to a Major (M=7) Earthquake inthe Peruvian Andes”, foi publicado na revista Physics and Chemistry of the Earth.

Pesquisadores disseram que os tatus, no estudo,  foram os primeiros a se esconderem antes dos terremotos.

O físico Jean-Pierre Raulin, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, participou do estudo no contexto do projeto de pesquisa “Monitoramento da atividade solar e da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) utilizando uma rede de receptores de ondas de muita baixa frequência (VLF) - SAVNET - South América VLF network”, apoiado pela FAPESP.

Estudo realizado no Parque Nacional Yanachaga, no Peru, correlacionou mudanças de comportamento de aves e pequenos mamíferos com a ionização da atmosfera causada pelo atrito subterrâneo das rochas (Mutum [Mitu tuberosum] filmado por uma câmera tipo 'motion-triggered' / foto TEAM Network; teamnetwork.org)

“Nosso estudo correlacionou alterações no comportamento de aves e pequenos mamíferos do Parque Nacional Yanachaga, no Peru, com distúrbios na ionosfera terrestre, ambos os fenômenos verificados vários dias antes do terremoto Contamana, de 7,0 graus de magnitude na escala Richter, que ocorreu nos Andes peruanos em 2011”, disse Raulin à Agência FAPESP.

Mutum (Mitu tuberosum).

Os animais foram monitorados por um conjunto de câmeras. “Para não interferir em seu comportamento, essas câmeras eram acionadas de forma automática no momento em que o animal passava na sua frente, registrando a passagem por meio de flash de luz infravermelha”, detalhou o pesquisador. Em um dia comum, cada animal era avistado de cinco a 15 vezes. Porém, no intervalo de 23 dias que antecedeu o terremoto, o número de avistamentos por animal caiu para cinco ou menos. E, em cinco dos sete dias imediatamente anteriores ao evento sísmico, nenhum movimento de animal foi registrado.

Um leão da montanha (Puma concolor), uma das espécies de animais observadas durante o estudo.

Nessa mesma época, por meio do monitoramento das propriedades de propagação de ondas de rádio de muito baixa frequência (VLF), os pesquisadores detectaram, duas semanas antes do terremoto, perturbações na ionosfera sobre a área ao redor do epicentro. Um distúrbio especialmente grande da ionosfera foi registrado oito dias antes do terremoto, coincidindo com o segundo decréscimo no avistamento dos animais.

Leia a matéria na íntegra no site da Fapesp.

Fontes: Planeta Sustentável, CNN.

INCRÍVEL COMO OS ANIMAIS NOS AJUDAM TANTO. MAS NÃO PARE AGORA, TEM MUITO MAIS SOBRE ELES AQUI EM BAIXO, CORRE E CLIQUE NOS TÍTULOS OU NAS IMAGENS PARA ACESSAR:

Desequilíbrio Ecológico e a Extinção das Espécies

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/07/desequilibrio-ecologico-e-extincao-das.html




O Incrível caso dos Ninhos Azuis

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/11/o-incrivel-caso-dos-ninhos-azuis.html


 https://bio-orbis.blogspot.com/2015/02/ate-mesmo-as-baratas-tem-personalidades.html


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/08/cangurus-canhotos.html


E VENHA SEGUIR NOSSAS INCRÍVEIS COLEÇÕES NO GOOGLE+ PARA NÃO PERDER NENHUMA POSTAGEM, É SÓ CLICAR NAS IMAGENS ABAIXO E SEGUIR:

 https://plus.google.com/collection/YLgT0 https://plus.google.com/collection/8ZnoQB
 
 https://plus.google.com/collection/YU0mQB https://plus.google.com/collection/Qu2lQB

4 comentários:

  1. Uilmara Machado de Melo11 de maio de 2015 13:12

    O homem sempre aprendeu com a Natureza!... Fico observando os passarinhos, aqui: quando eles aparecem voando como uns loucos, no quintal, sinal de chuva forte!...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso mesmo Uilmara, temos muito ainda o que aprender com os animais e a natureza que nos cerca.

      Excluir
  2. Eu tomei conhecimento disso já faz um tempo. É bem interessante... poderíamos muito bem usar os animais como auxilio, sem interferir no seu habitat ou vida, mas acabamos por nos deixar levar pela ganância...
    rsenhando.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse tudo Gleice Sousa, eles nos ajudam atê nisso, e assim mesmo o ser humano (nós) continuamos a destruir seus habitats. Mas ainda temos esperança que posso mudar esse quadro, são muitos que destroem, mas também há muitos que ajudam e conservam.

      Equipe BioOrbis.

      Excluir