quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O que estamos fazendo com o clima?

2014 foi o ano mais quente desde que os registros sistemáticos começaram a ser feitos no século XIX. Os últimos anos foram de chuvas escassas na região sudeste e nordeste. O calor e a estiagem continuam e a ameaça de apagão elétricocolapso do sistema de abastecimento de água em grandes centros urbanos, como São Paulo, é mais real do que nunca.

Fonte da imagem: sobadsogood.

VAMOS DESCOBRIR...

Neste verão de calor quase insuportável, o volume de chuvas tem sido menor do que o esperado, mas quando vem é na forma de tempestades que danificam casas e edifícios, interrompem sistemas elétricos e de comunicação e paralisam o transporte.

Frente ao estado geral de indignação, a reposta geral – seja municipal, estadual ou federal -, é muito parecida: a culpa é do clima. É a maior estiagem em décadas, são as ilhas de calor, são as chuvas de ventania fora do normal e por aí vai. Parece que todos buscam conforto numa espécie de catarse na qual seremos vítimas dos caprichos do clima.

Fonte da imagem: phpattorneys.

Mas por trás dos eventos extremos do clima e da baixa resiliência das cidades e do campo para lidar com estas mudanças, estão os reflexos das nossas próprias ações. O clima está se alterando em nível global e local como resultado de nossas interferências. As emissões de gases de efeito estufa aumentam a energia armazenada na atmosfera e provocam aumento da temperatura média do planeta, mudanças nas correntes marítimas, alterações no ciclo de água e degelo e padrões das chuvas.

Nas grandes cidades, a remoção de áreas verdes e a impermeabilização do solo por concreto, asfalto e vidros espelhados provocam ilhas de calor e reduzem a permeabilidade urbana para absorver a água das chuvas, causando enchentes cada vez mais frequentes, seguidas de perdas monumentais de água que não se infiltram no solo.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2015/02/o-que-estamos-fazendo-com-o-clima.html
Fonte da imagem: Planeta Sustentável.

O desmatamento e a degradação de florestas no entorno de nascentes e cursos d´água reduz a infiltração das chuvas no solo até os lençóis freáticos e a recarga das bacias hidrográficas.

Ou seja, por traz de quase todos e cada um dos eventos climáticos sob os quais recai a culpa da falta d´água, enchentes e cortes de energia estão nossas próprias ações. Alguma dúvida de que o homem está alterando o clima? Somos ao mesmo tempo, vítimas e algozes.

Fonte da imagem: metropoles.

As medidas paliativas urgentes são claras: economizar, ao extremo, energia e água e investir pesada e imediatamente na redução drástica de perdas de água e energia na rede entre outras.

Mas, ao mesmo tempo, é preciso investir em medidas estruturantes e urgentes como:

- reversão da impermeabilização urbana (ex. implantação maciça de tetos e áreas verdes, sistemas de captação e armazenamento de água da chuva),

- redução das emissões de gases de efeito estufa,

- aumento da segurança energética local (ex. enterramento da fiação e promoção da geração solar distribuída); e

- restauração florestal nos mananciais que abastecem os principais centros urbanos.

Tem trabalho para todo mundo e este deveria ser prioridade imediata para os setores públicos e privados e para toda a sociedade civil.

Fonte: Planeta Sustentável.

VAMOS CONTINUAR DESCOBRINDO PARA SABER MAIS SOBRE O CLIMA PARA FAZERMOS NOSSA PARTE (CLIQUEM NOS TÍTULOS OU NAS IMAGENS ABAIXO):

A floresta Amazônica, sem ela estamos perdidos

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/06/a-floresta-amazonica-sem-ela-estamos.html


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