quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Declínio de peixes predadores é vertiginoso e ameaçador

Análise inédita mostra que o brutal decréscimo de 60% foi acelerado a a partir da década de 70.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/11/declinio-de-peixes-predadores-e.html
Acredita-se que 24% das espécies de tubarões e raias estejam ameaçadas de extinção.

VAMOS DESCOBRIR...

A remoção de predadores do topo da pirâmide tem sido chamada “a influência mais pervasiva da humanidade na natureza”, e ela é tão prejudicial no mar como em terra.

O fato de consumidores preferirem peixes como garoupas, atuns, peixes-espadas e tubarões a espécies situadas mais abaixo na cadeia alimentar, como anchovas e sardinhas, é um forte incentivo para pescadores pegarem os espécimes maiores.

Ir atrás dos predadores mais valiosos primeiro, dizimando-os até que não reste um número suficiente para sustentar suas populações e depois passar para espécies menos nobres, um padrão observado às vezes na indústria pesqueira global, tem sido chamado “pescar teia alimentar abaixo”, ou “pescar descendo a teia alimentar”.

Uma nova pesquisa (pdf, em inglês), realizada pela equipe que criou a expressão, procurou determinar a gravidade do declínio global de populações de peixes predadores desde o início da pesca industrial.

Para isso, cientistas analisaram mais de 200 modelos publicados de teias alimentares (cadeias alimentares que interagem) de todas as partes do mundo e que incluíram mais de 3.000 espécies oceânicas.

Seus resultados mostram que, no século 20, humanos reduziram em mais de 60% a biomassa de peixes predadores e que a maior parte desse declínio alarmante ocorreu desde a década de 70.

É notório que muitas espécies predadoras estão em apuros.

De acordo com a “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” da União Internacional para Conservação da Natureza, 12% das espécies de garoupas, 11% das de atuns e dos chamados peixes-de-bico [pertencentes às famílias Istiphoridae e Xiphiidae], e 24% das de tubarões e raias estão ameaçadas de extinção.

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