quinta-feira, 9 de março de 2017

Algas, vocês já ouviram falar delas?

Saiba um pouco mais sobre esses incríveis organismos e descubra o que eles têm a ver com a sua vida.

Algas marinhas. Fonte da imagem: Prehvenir.
VAMOS DESCOBRIR...


Muitas pessoas confundem e acham que as algas são plantas, apesar da forma parecida de algumas e terem o processo da fotossíntese em comum, muitas delas microscópicas, e elas não pertencem ao Reino Plantae, mas sim ao Reino Protista, no qual seus integrantes são seres eucariontes unicelulares heterótrofos (protozoários) ou unicelulares e multicelulares que não formam tecidos verdadeiros e que são autótrofos (algas).

Você já ouviu falar nas algas? Embora as marinha sejam as mais famosas, estes organismos não se restringem aos oceanos. Podem ser encontrados em todos os tipos de ambientes aquáticos (rios, lagoas, represas, açudes, poças de água) e mesmo em ambientes terrestres (rochas, solo, troncos de árvores).

As algas marinhas ficaram famosas por serem grandes e utilizadas na alimentação em alguns países, como o Japão. No entanto, a maioria das algas são microscópicas (100x a 1000x menores que 1 milímetro) e não pode ser vista a olho nu.

Algas unicelulares (Euglena). Fonte da imagem: Escuelapedia.
Nos ambientes aquáticos, as algas são equivalentes às plantas superiores e são capazes de realizar fotossíntese.

Esquema da fotossíntese. Fonte da imagem: Aula de Ciências da Natureza.
Assim, a energia solar, que entra no ambiente através das algas, é utilizada para manter grande parte dos organismos que vivem em lagos, reservatórios e rios, incluindo os peixes que comemos.

O oxigênio liberando pelas algas mantém nossos mares, rios, lagos e represas com níveis de oxigênio suficientes para a ocorrência dos demais organismos, incluindo crustáceos como camarões, larvas de insetos (mosquitos, libélulas e outros) e peixes.

Estima-se que existam pelo menos 27.000 espécies de algas no mundo, distribuídas pelos diferentes tipos de ambientes. Para o Brasil, o número aproximado é de 5.600 espécies. Porém, o conhecimento sobre esse grupo de organismos em nosso país ainda é escasso.

Certas espécies de algas produzem grande quantidade de substâncias utilizadas comercialmente. É o caso dos alginatos, substâncias viscosas produzidas por certas espécies de algas pardas, que são usadas na fabricação de papel e como estabilizadores em cremes dentais e sorvetes.

Outros exemplos são o àgar e a carragenina (carragena ou carragenana), encontrados em certas espécies de algas vermelhas e usados para finalidades diversas: na indústria farmacêutica, na fabricação de cultura para bactérias, e como emulsionante, estabilizante e espessante em alimentos.

Euglenophyta

O gênero Euglena (euglena) é o mais representativo desse filo, e dele derivou o nome Euglenophyta.

Exemplar do gênero Euglena. Fonte da imagem: grupo escolar.
As euglenas são unicelulares fotossintetizantes, possuem dois flagelos e reproduzem-se assexuadamente por divisão binária longitudinal. São encontradas tanto em água doce quanto em ambiente marinho. Possuem um estrutura denominada estigma, utilizada nos mecanismos de orientação em direção a uma fonte luminosa.

Esquema de euglena feito com base em observações ao microscópio de luz (cores-fantasia). Fonte da imagem: Mundo educação.
Dentre os Euglenophyta existem representantes que são aclorofilados e, portanto, sempre heterótrofos. Existem, no entanto, representantes clorofilados que, se mantidos no escuro, perdem os cloroplastos e passam a ter nutrição heterotrófica; se colocados na presença de luz, podem formar novamente cloroplastos e passam a realizar fotossíntese.

Dinophyta

Esse filo também é denominado PyrrophytaI, termo significa “algas de fogo”. Compreende os dinoflagelados, organismos unicelulares com representantes fotossintetizantes e representantes heterótrofos.

Um dinoflagelado. Fonte da imagem: flickriver.
A maioria dos dinoflagelados vive no mar, mas existem algumas espécies de água doce.

Esquema de Ceratium feito com base em observações ao microscópio de luz (cores-fantasia). Fonte da imagem: Ciências Biológicas.
Os dinoflagelados possuem endoesqueleto (esqueleto interno) especial, formado por vesículas achatadas localizadas próximo à face interna da membrana plasmática. No interior dessas vesículas pode haver depósito de celulose, que muitas vezes é espesso.

Esquema de Noctiluca feita com base em observações ao microscópio de luz (cores-fantasia). Fonte da imagem: BioZoom.
Os dinoflagelados geralmente têm dois flagelos, e a diversidade de formas no grupo é muito grande. Como exemplo, podemos citar dois gêneros muito comuns no plâncton marinho: Ceratium e Noctiluca, sendo esse último um dos responsáveis pela bioluminescência observada nas águas superficiais do mar.

A alga Gonyaulax catenela. Fonte da imagem: UBC.
Dentre os dinoflagelados existem representantes tóxicos, como Gonyaulax catenela, que põem provar o fenômeno conhecido por maré vermelha: sob determinadas condições ambientais, ocorre intensa proliferação desses dinoflagelados tóxicos, formando extensas manchas de cor geralmente avermelhada na superfície do mar e causando grande mortalidade de peixes e de outros animais marinhos.

Além disso, alguns animais filtradores, como a ostra e outros bivalves, podem ser contaminados pelas toxinas desses dinoflagelados, que permanecem acumuladas em seus tecidos. Se os animais contaminados forem consumidos pelo ser humano ou por qualquer outro vertebrado, a toxina pode causar distúrbios de gravidade variável dependendo da sua concentração.

Alga Noctiluca. Fonte da imagem: BioInfo.
Os dinoflagelados reproduzem-se assexuadamente por divisão binária, mas ocorre também reprodução sexuada com formação de gametas.

Bacillariophyta

Filo representado pelas diatomáceas, muito comuns no plâncton marinhoAs células das diatomáceas possuem parede celular rígida, denominada frústula ou carapaça, impregnada de compostos de sílica. Essa parede não contém celulose. A frústula é composta de duas valvas que se encaixam e podem apresenta grande diversidade de formas e de ornamentação.

Micrografia de frústulas ou carapaças de diatomáceas. Fonte da imagem: Studyblue.
As diatomáceas são unicelulares, podendo formar colônias. Existem depósitos seculares dessas carapaças, denominados terra de diatomáceas ou diatomito, que em algumas regiões atingem grandes proporções e são explorados comercialmente. Essas carapaças são utilizadas, por exemplo, na fabricação de cosméticos, filtros e produtos de polimento.

As diatomáceas não possuem cílios nem flagelos, mas algumas espécies podem apresentar deslocamento por deslizamento, utilizando um mecanismo que envolve e a eliminação de uma secreção.

A reprodução das diatomáceas pode ser assexuada, por divisão binária, ou sexuada, através da formação de gametas.

Phaeophyta

Esse filo compreende as algas pardas. Elas vivem apenas no mar, havendo representas de grande porte, com cerca de 60 m de comprimento, conhecidos por kelps, que chegam a formar extensas “florestas aquáticas” nas costas frias e temperadas dos continentes.

Fotografia de Macrocystis: alga parda de grande porte, que chega até 60 m de comprimento. Possui estruturas cheias de gás que facilitam a flutuação. É comum no oceano Pacífico. Fonte da imagem: cfb.
No Brasil, as algas pardas de grande porte chegam a 4 m de comprimento e ocorrem no litoral do Espírito Santo.

Fotografia de algas pardas comuns no litoral brasileiro: Padina (mais evidente na foto, com aspecto laminar) e Sargassum (com aspecto mais ramificado). A Padina possui depósitos de carbonato de cálcio na parede celular e o Sargassum possui estruturas vesiculares contendo gases no interior, usadas para flutuação. Fonte da imagem: Nutra.
Outros exemplos de algas pardas comuns no Brasil são Sargassum e Padina.

Rhodophyta

Esse filo compreende as algas vermelhas. Elas podem ser encontradas nos mares, na água doce e também em locais úmidos sobre rochas e troncos de árvores.

Algas vermelhas. Fonte da imagem: Health remedy.
Certas espécies algas vermelhas são usadas na alimentação humana, como é o caso da Nori (Porphyra), utilizada principalmente no preparo de sushi, prato típico da culinária japonesa. Essa alga tem sido usada também para combater o escorbuto, graças a seu alto teor de vitamina C.

Chlorophyta

Esse filo é representado pelas clorofíceas ou algas verdes, que podem ser uni ou multicelulares.

Fotografia de alface-do-mar: ocorre em todo o litoral brasileiro, aderida a rochas (cerca de 6 cm de comprimento). Fonte da imagem: Seaweeds of Alaska.
São principalmente aquáticas, podendo ocorrer também em locais úmidos, sobre rochas e troncos de árvores. Uma alga verde muito comum no litoral brasileiro é a Ulva, conhecida popularmente por alface-do-mar.

Fontes: Projeto Biodiversidade Microcrustáceos de Água Doce em Campos Rupestres
LOPES, Sônia; ROSSO, Sergio. Biologia. Editora Saraiva. São Paulo, 2006


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