quinta-feira, 24 de março de 2016

Hedy Lamarr

Atriz e inventora. A mãe do telefone celular.

 http://bio-orbis.blogspot.com.br/2016/03/hedy-lamarr.html
Hedy Lamarr. Fonte da imagem: abc.

VAMOS CONHECÊ-LA...

Nome: Hedwig Eva Maria Kiesler

Nome artístico: Hedy Lamarr

Nacionalidade: Austríaca

Nascimento: 9 de novembro de 1914
Local: Viena, Áustria

Morte: 19 de janeiro de 2000 (85 anos)
Local: Altamonte Sprngs, Flórida, EUA

Área: Atriz, Inventora

Atividade: 1930 – 1958

Foi uma atriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos. A sua mais significativa contribuição tecnológica deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido a sua co-invenção, juntamente com o compositor George Antheil, de um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos que serviu de base para a atual telefonia celular.


A INVENÇÃO


Lamarr inventou o sistema que serviu de base para os celulares. Durante a Segunda Guerra Mundial, criou um sofisticado aparelho de interferência em rádio para despistar radares nazistas e o patenteou em 1940, usando o seu verdadeiro nome, Hedwig Eva Maria Kiesler.


Fonte da imagem: iqintel.

A ideia surgiu ao lado do compositor George Antheil em frente a um piano. Eles brincavam de dueto, ela repetindo em outra escala as notas que ele tocava, experimentando o controle dos instrumentos, inclusive com a música para o Ballet Mecanique, originalmente escrita para o filme abstrato de Fernand Léger, em 1924. Ou seja, duas pessoas podem conversar entre si mudando frequentemente o canal de comunicação. Basta que façam isso simultaneamente.

Juntos, Antheil e Lamarr submeteram a ideia ao Departamento de Guerra norte-americano, que o recusou, em junho de 1941. Em agosto de 1942, foi patenteado por Antheil e "Hedy Kiesler Markey". A versão inicial consistia na troca de 88 frequências e era feito para despistar radares, mas a ideia pareceu difícil de realizar na época.

George Antheil. Fonte da imagem: abc.

O projeto não foi concretizado até 1962, quando o aparelho passou a ser utilizado por tropas militares dos EUA em Cuba, quando a patente já expirara; a empresa Sylvania adaptou a invenção. Ficou desconhecida, ainda, até 1997, quando a Electronic Frontier Foundation deu a Lamarr um prêmio por sua contribuição. Em 1998, a "Ottawa wireless technology" desenvolveu Wi-LAN, Inc. "adquirindo 49% da patente de Lamarr" (Eliza Schmidkunz, Inside GNSS); Antheil morrera em 1959.

A ideia do aparelho de frequência de Lamarr e Antheil serviu de base para a moderna tecnologia de comunicação, tal como COFDM usada em conexões de Wi-Fi e CDMA usada em telefones celulares.

Patentes similares foram registradas por outros países, tais como a Alemanha, em 1935, em que os engenheiros da Telefunken Paul Kotowski e Kurt Dannehl registraram as patentes em 1939 e 1940.

Cópia da patente. Fonte da imagem: Wikipédia.

Considerada a "mãe do telefone celular", Lamarr fora casada com um fabricante de armas alemão, do qual se separou ao notar o envolvimento dele com o nazismo; foi nesta época que notara como era fácil a um terceiro bloquear o sinal contínuo usado para o controle dos mísseis. Em 2014 foi induzida no National Inventors Hall of Fame.

NEM UM CENTAVO PELA INVENÇÃO

Apenas em 1997, Hedy Lamarr, então com 82 anos, e George Antheil, já falecido, foram homenageados com um prêmio da Electronic Frontier Foundation, entidade internacional sem fins lucrativos, sediada nos EUA, que luta pelos direitos digitais.

- Minha mãe nunca recebeu nem um dólar sequer por sua invenção e nem tampouco sua família — limitou-se a dizer a filha da diva, Denise Loder-DeLuca, por e-mail ao ELA.

- Após o prêmio, vi uma entrevista dela por telefone na qual disse: “O que que eu ganho com isso? Não tenho motivo para estar orgulhosa desse prêmio”. Ela chegou a ser acusada de furto e morreu só, em uma pequena casa em Orlando — conta Evânio Alves.

Fonte da imagem: Wikipedia.

Ao longo de sua carreira, Hedy Lamarr chegou a estrelar mais de 30 filmes. Costumava dizer que “qualquer garota pode ser glamourosa, basta ficar quieta e fazer cara de burra”. Apesar de tardio, o reconhecimento de sua invenção serviu para mostrar que por trás de todo aquele tipo físico impactante — que virou sinônimo de beleza — havia uma mente brilhante:

- Ela não era uma grande atriz. As pessoas ficavam com a impressão de que ela era burra. Ficou demonstrado que não era. Muito pelo contrário — encerra o crítico de cinema Rubens Ewald Filho.

Vejam um vídeo do canal googledoodle:


Fontes: OGlobo; iqintel.


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