terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Especial de Natal – A Árvore de Natal

Porque uma árvore, um pinheiro para ser mais exato, que usamos todos os anos na comemoração do Natal? Descubra de onde veio essa tradição através dos tempos.


Poucas pessoas realmente sabem a origem da árvore de Natal. Ela na verdade tem uma origem pagã e possui um pouco de astrologia.

Na verdade esse costume de árvore de Natal é uma instituição bastante recente. Surgindo em uma época tardia não só na Rússia, mas também na Alemanha, onde apareceu pela primeira vez. Da Alemanha ele se espalhou para todos os lugares, no velho mundo assim também no novo mundo. Na França, a árvore de Natal, foi adotada só depois da guerra franco-alemã; após 1870. De acordo com crônicas da Prússia, o costume de iluminar a árvore de Natal como é até hoje, foi estabelecido cerca de cem anos atrás. Ele chegou a Rússia em torno de 1830, e em pouco tempo foi adotado em todo o império e pelas classes ricas.

É difícil saber e estabelecer a trajetória da história deste costume que é usado e apreciado até hoje. A sua origem pertence, inegavelmente, à mais remota antiguidade.

OS PINHEIROS

Pinheiro é o nome comum de árvores pertencentes à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das gimnospérmicas. Este artigo se refere apenas às plantas do gêneroPinus, da família Pinaceae.


Em português - do latim pinariu ou pinu; no inglês pine tem a mesma origem pelo francês pin. No passado (antes do século XIX) eram muitas vezes conhecidos por fir, do nórdico antigo fyrre, através do inglês da Idade Média firre


O nome em nórdico antigo ainda é utilizado para os pinheiros em algumas línguas da Europa: em dinamarquês, fyr, em norueguês, furu, e Föhre em alguns locais da Alemanha, mas no inglês moderno, "fir" é restringido ao Abies e à Pseudotsuga. Outros nomes europeus incluem o termo alemão Kiefer (o nome mais vulgar na Alemanha), o sueco tall, o neerlandês den, o finlandês mänty, o russo sosna, o búlgaro e o servo-croata bor, e o grego pitys.

Pinus longaeva

São nativos, na sua maioria, do Hemisfério Norte. Na América do Norte, com diversidade mais alta no México e na Califórnia. Na Eurásia, eles ocorrem desde Portugal e leste da Escócia até ao extremo oriental da Rússia, Japão, norte de África, o Himalaia com uma espécie formando a floresta de coníferas subtropical, o (pinheiro-de-sumatra) que já cruzou o Equador em Samatra, na Indonésia. Os pinheiros são também plantados extensivamente em muitas partes do Hemisfério Sul.


O pinheiro é a espécie comercialmente mais importante para a produção de madeira nas regiões de clima temperado e tropicais do planeta. Muitos deles são utilizados como matéria-prima para a produção da celulose, que é empregada na produção de papel. Isso porque o pinheiro é uma madeira leve, que possui um rápido crescimento.

LENDAS ANTIGAS

Os pinheiros sempre foram homenageados pelas nações antigas da Europa. Como são plantas perenifólias (cujas folhas duram o ano todo), eles simbolizavam a vegetação que nunca morre e são considerados sagrados para as divindades da natureza, entre elas o semideus Pã, a Deusa egípcia Ísis, entre outros.

De acordo com o folclore antigo, o pinheiro nasceu do corpo da ninfa de nome Pitys (termo em grego); a amada dos Deuses Pã e Bóreas.

Os antigos povos nórdicos da Europa tinham uma reverência semelhante pelos pinheiros em geral, e faziam uso intenso deles durante os seus festivais. Assim, por exemplo, é bem sabido que os sacerdotes pagãos da antiga nação alemã, quando celebravam a primeira etapa do retorno do Sol para o equinócio da primavera, erguiam em suas mãos galhos de pinheiros altamente ornamentados. Isso aponta para uma forte probabilidade de que o costume agora cristão de iluminar árvores de Natal seja um eco do costume pagão de considerar o pinheiro como símbolo de um festival solar, o precursor do nascimento do Sol.

LENDAS DA ÁRVORE DE NATAL CRISTÃ

Reza a lenda que no ano 0, ou seja, no nascimento de Jesus, que astronomicamente ocorreu uma grande conjunção de planetas, hoje conhecida como estrela de Belém, havia 3 árvores na colina perto de seu estábulo. O pequeno Deus bebê olhou para as três árvores do lado de lá da gruta, contra a escuridão do céu: A oliveira que crescia na entrada da caverna de Belém ofereceu, entre outros, os seus frutos dourados. A palmeira deu ao Bebê a sombra verde da sua abóbada como proteção contra o calor e as tempestades. Só o pinheiro nada tinha para oferecer.


De repente, as folhas escuras do pinheirinho brilharam, resplandecentes, porque nelas as estrelas descansavam como luzes nos galhos. Hostes de estrelas caíram como em uma grande chuva de luzes sobre o pinheiro, até que começaram a cintilar e já havia uma estrela brilhando em cada ponta de ramo da árvore, desde o alto até a base.

Outra lenda paralela diz que, em 1530, na Alemanha, em uma noite estrelada, Martinho Lutero caminhava pela floresta, impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas cintilavam por trás dos galhos, ajudando a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Martinho Lutero, na véspera de natal com a família cantam hinos perto da árvore de natal. Gravura de Bernhard Plockhorst - 1887
Então a lenda continua e até hoje continuamos a enfeitar nossas árvores, pinheiros de Natal para uma comemoração quase que mundial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário