terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vocês Conhecem a Lucy?

Nossa pequena Eva.

Uma reconstituição do hominídeo Australopithecus afarensis o em exibição em 2007. Fonte: Historyin the headlines 
VAMOS DESCOBRIR...

Descoberta pelo professor Donald Johanson e pelo estudante Tom Gray, em 1974 no Hadar, no deserto de Afar, na Etiópia. Lucy é um fóssil de Australopithecus afarensis, datado de 3,2 milhões de anos.

Reconstrução por John Gurche / cortesia do museu de História Natural de Cleveland. Fonte: Science

Reconstrução do esqueleto de "Lucy
(Museu de História Natural de Cleveland).
O nome Lucy é em homenagem a música dos The Beatles, “Lucy in the Sky with Diamonds”, que tocava no acampamento das escavações, colocando o nome depois de terem descoberto que era uma fêmea.

No ano de 1924, na África do Sul, um pesquisador australiano Raymond Dart descobriu um crânio com tamanho intermediário entre os de humanos e do chimpanzés, que denominou a espécie de “Australopithecus” que significa “macaco do sul”.

Uma das características notáveis de Lucy foi possuir um joelho virado, que indicava que ela normalmente se movimentava por um andar ereto. Sua cabeça femoral era pequena e seu pescoço femoral era curto, sendo ambas características primitivas.

Seu grande trocanter, no entanto, era claramente derivado, sendo curto e similar ao humano ao invés de mais alto que a cabeça femoral. A taxa de extensão de seu úmero para o fêmur era de 84.6% comparada aos 71.8% dos humanos modernos e os 97.8% dos chimpanzés comuns, indicando que os braços de “A. afarensis” começavam a encurtar, ou as pernas estavam ficando mais longas, ou que as duas coisas estavam ocorrendo simultaneamente. Ela também possui uma vértebra lombar, um bom indicador de bipedalismo habitual.

O esqueleto fóssil de Lucy. Fonte: Splash magazines 
O fóssil de Lucy está preservado no Museu Nacional da Etiópia em Addis Abeba. Uma réplica está exposta no lugar do esqueleto original, para melhor preservação do espécime.

Outra réplica do esqueleto original permanece em exposição no Museu de História Natural de Cleveland. Também outra no Field Museum em Chicago.

Um diorama do Australopithecus afarensis e de outros percursores do Homem, mostrando espécie em seu hábitat natural e demonstrando as habilidades e comportamentos que os cientistas acreditam que eles possuíam, está disposto no Hall de Evolução e Biologia Humana no Museu Americano de História Natural em Nova York.

Lucy realmente é nossa Eva?

Em história e documentos tudo pode mudar, podemos descobrir uma coisa amanhã que quebre uma teoria, até Einstein já foi debatido sobre suas teorias.

Mais recentemente, uma equipe liderada pelo paleontólogo Yohannes Haile-Selassie, da Universidade da Califórnia, encontrou restos de indivíduos que viveram nessa mesma região da África, também há 3,2 milhões de anos.

Ardipithecus ramidus kadabba. Fonte: Biological Anthropology 

A novidade é que esses foram classificados como sendo de uma subespécie primitiva, batizada de “Ardipithecus ramidus kadabba”. Depois surgiu, no Quênia, o fóssil do crânio de alguém que viveu há cerca de 3,5 milhões de anos - 200 000 anos antes de Lucy e seus contemporâneos, portanto.

Finalmente, de novo no Quênia, encontraram restos de uma criatura que teria vivido há 6 milhões de anos e representaria assim o mais antigo hominídeo já identificado. 

Crânio de Orrorin tugenensis. Fonte: Ínsan Ve Evrím 
Segundos seus descobridores, trata-se de uma nova espécie, que recebeu o nome de “Orrorin tugenensis”. Mas o achado vem sendo questionado por outros cientistas, para quem o Orrorin pertenceria a uma espécie completamente diferente, sem nenhuma relação com a nossa.

Orrorin tugenensis. Fonte: Ínsan Ve Evrím 
Por isso a história sempre muda, há muito o que saber e que descobrir.

2 comentários:

  1. DEMAIS!!!!!!! "Lucy realmente é nossa Eva?" "Por isso a história sempre muda, a muito o que saber e que descobrir."!!!!!!!!!! Corrigindo: (..) há (do verbo haver) muito o que saber e descobrir.

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    1. Agradecemos pelo comentário Uilmara, é sempre bom ter o feedback.

      Equipe BioOrbis.

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