segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Vocês conhecem o Diplodoco?

Um dos maiores espécies de Dinossauros conhecidos.

Reconstituição de como seria em vida desses incríveis gigantes dinossauros.


O diplodoco (Diplodocus longus) foi uma espécie de dinossauro herbívoro e quadrúpede que viveu durante o período Jurássico há aproximadamente 170 a 136 milhões de anos.

O seu nome significa dupla alavanca pela disposição dos ossos da parte posterior de cauda com mais de 15 metros, o tamanho de um Tyranossauro. Media em torno de 27 a 40 metros (mais conhecidos com 27m) de comprimento e pesava cerca de 15 toneladas e um dos dinossauros mais conhecidos. A cauda dele também era bem longas e tinha um formato de chicote.

O diplodoco viveu na América do Norte e seu fóssil foi descoberto por Othniel Charles Marsh, que publicou sua descoberta em 1878.

ALIMENTAÇÃO

Supõe-se que eles se alimentavam de plantas aquáticas, ramos de copas de árvores, vegetação tenra rasteira e folhas altas das árvores.

Um estudo recente sobre sua alimentação:

Hábito alimentar desse gigante herbívoro, com 12 toneladas e 52 metros de comprimento, é desvendado com método de análise biomecânica em 3D.

Pesquisadores britânicos e americanos desvendaram os hábitos alimentares do dinossauro Diplodoco (Diplodocus longus). Por meio da simulação de sua mordida, os cientistas descobriram que este gigante herbívoro se alimentava das folhas verdes que arrancava dos galhos, e não da casca das árvores, como se pensava. O estudo foi publicado no periódico científico Naturwissenschaften.

Por meio da simulação dos hábitos alimentares, pesquisadores puderam determinar as áreas onde houve maior pressão no crânio e, assim, saber como os dinossauros mastigavam sua comida (Divulgação/University of Missouri/VEJA)
"Por ter sido um animal tão grande, os hábitos alimentares do Diplodoco e seu comportamento sempre foram uma importante questão para os paleontólogos", diz Casay Holliday, da Universidade de Missouri, uma das instituições envolvidas na pesquisa, ao lado da Universidade de Bristol, do Museu de História Natural de Londres e da Universidade de Ohio.

Até agora, acreditava-se que o Diplodoco usava a força das mandíbulas para arrancar as lascas das árvores. Mas a simulação dos movimentos do dinossauro, por meio de modelagens tridimensionais, desautoriza esta hipótese. "Descobrimos que esse processo colocaria muita tensão e pressão na mandíbula e no crânio do dinossauro, o que poderia resultar em dano aos ossos e até quebrar os dentes", diz Holliday.

Ilustração mostra Diplodoco se alimentando de folhas. Hábito foi identificado por imagens em 3D de fóssil do crânio da espécie (Dorling Kindersley/Getty Images/VEJA)
A simulação feita pelos pesquisadores mostrou que a estratégia alimentar mais provável do Diplodoco era alimentar-se das folhas de ramos que puxava dos galhos. "Desta forma, ele não sofreria nenhuma lesão, nem perderia os dentes", diz Holliday.

"Os saurópodes, como os diplodocos, são animais tão estranhos e diferentes dos atuais que não há com o que compará-lo", diz o coordenador da pesquisa Mark Young, doutorando da Universidade de Bristol. "Isso faz com que compreender seus hábitos alimentares seja muito difícil, e é por isso que modelagens biomecânicas são tão importantes para entendermos esses animais extintos há tanto tempo."

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Os diplodocos tinham pés largos e redondos e andavam de forma semelhante aos elefantes. Existem muitas cópias de seus esqueletos espalhados em vários museus do mundo.

O longo pescoço dos diplodocos possuía 15 vértebras enormes, que sustentavam sua pequena cabeça, o dorso possuía 10 vértebras maiores ainda, e a cauda 70 vértebras que iam afunilando até a sua extremidade, a qual servia de chicote para defesa.

Ele média de 30 a 40 metros de comprimento e de 7 a 14 metros de altura, mas essa altura varia com a posição, pois podia ficar em pé sobre duas patas, sua cauda era a maior do reino animal, podendo ter quase a metade do tamanho do corpo de cauda de 15 a 18 metros de comprimento.

PREDADORES

Os diplodocos, apesar de grandes, não eram imunes a ataques de carnívoros, principalmente quando filhotes, uma vez que os adultos não cuidavam destes.

Sem dúvida alguma seus maiores inimigos durante a infância poderiam ser pequenos dinossauros carnívoros, além dos terríveis alossauros. Durante a fase adulta e eram grandes demais para as florestas, ficavam em campo aberto, em enormes manadas, assim cada um protege o outro com suas caudas imensas.

Fonte: Veja Ciência

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