quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Das profundezas das águas congeladas da Groenlândia

Conheçam o Incrível Tubarão-da-Groenlândia.

Tubarões-da-Groenlândia


O tubarão da Groenlândia (Somniosus microcephalus) é um dos maiores tubarões do mundo, chegando a medir mais de 6,5 metros de comprimento.

Uma espécie com 7,3 m é frequentemente mencionado na literatura especializada, e passou a ser aceito como o maior tamanho já notificado de um tubarão-da-Groenlândia.

Em janeiro de 1985 foi capturado na Ilha de May, Escócia, um indivíduo com 6,4 m de comprimento e pesando 1,021 kg. Esse animal é conhecido por sua aparência e movimentos indolentes, diferentemente das outras espécies, que são mais agressivas.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO

É normalmente encontrado a mais de 1.200 metros de profundidade no Ártico e nos mares do norte do Atlântico, mas já foi observado em lugares tão distantes como a Argentina e a Antártica.

Alimentam-se principalmente de peixes, e algumas vezes, até focas. Mas já foram encontradas partes de cavalos e ursos-polares em estômagos de tubarões-da-Groenlândia.

SINÔNIMOS

Squalus squatina (non Linnaeus, 1758), Squalus carcharis (Gunnerus, 1776), Somniosus brevipinna (Lesueur, 1818), Squalus borealis (Scoresby, 1820), Squalus norvegianus (Blainville, 1825), Scymnus gunneri (Thienemann, 1828), Scymnus glacialis (Faber, 1829), Scymnus micropterus (Valenciennes, 1832), Leiodon echinatum (Wood, 1846), e Somniosus antarcticus (Whitley, 1939)

Ilustração da Oceanic Ichthyology de G. Brown Goode e Tarleton H. Bean, publicada em 1896.
UTILIZAÇÃO NA CULINÁRIA

Este tubarão faz parte da gastronomia da Islândia, sendo o Hákarl a iguaria mais conhecida com ele confeccionada. Consiste em peixe putrefacto e seco.

Tanto na Groenlândia como na Islândia, a carne do turbarão-da-Groenlândia é também utilizada como comida para cão, depois de seca.

CURIOSIDADES SOBRE O TUBARÃO-DA-GROENLÂNDIA

Tubarões-da-Groenlândia vivem em águas extremamente frias, um ambiente muito inóspito para a maioria dos tubarões dos oceanos ao redor do mundo.

Em um ambiente assim, a melhor maneira de economizar energia é mover-se o mais lentamente possível.

A espécie (Somniosus microcephalus) estudada é conhecida por comer focas. Os cientistas imaginam que o tubarão só tenha a iniciativa de ataque quando vê suas presas imóveis, ao tirar um “cochilo”.

O tubarão-da-Groenlândia já era conhecido entre os especialistas como o de natação mais lenta do mundo, mas sua lentidão surpreendeu os cientistas.

Yuuki Watanabe, do Instituto Nacional de Pesquisa Polar em Tóquio, que participou do estudo, disse que ele é o peixe mais lento dos oceanos, em entrevista ao portal da BBC.

O estudo, publicado no Journal of Experimental Marine Biology and Ecology, foi a última parte de uma missão de pesquisadores noruegueses que descobriram que ele estava matando as focas na costa do Svarlbard.

Imaginava-se que os tubarões-da-Groenlândia comiam apenas focas mortas que afundavam, alimentando-se de carcaças em decomposição, mas as novas evidências mostram que eles podem atacar presas vivas.

Sua velocidade máxima não ultrapassa 1,6 km/h. Tudo é lento em seu comportamento. Para completar uma rasteira com a sua cauda, impulsionando-o para frente, são necessários 7 segundos.

Ironicamente, a pesquisa mostrou que as focas do Ártico fingem estarem dormindo para não serem atacadas por ursos polares, mas isso abre uma oportunidade para que outros animais ataquem.


O tubarão em questão não precisa 100% de sua mordida para abocanhar a presa, contando com uma ação de sucção que o ajuda no processo alimentar.

Sua lentidão é um ponto fraco, tornando-o vulnerável para a atividade pesqueira, mas lhe proporciona grande longevidade.

É comum encontrar Tubarões-da-Groenlândia a mais de 1.200 metros de profundidade. Alguns exemplares já foram capturados por pesquisadores com pedaços de ursos polares e partes de cavalos em seus estômagos, como citado no começo do post.


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