terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cometas: casa de extraterrestres?

Cometas pode ser casa de microrganismos.


O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pode ter um nome comprido e complicado pra gente, mas também pode conter respostas sobre a vida fora do planeta Terra.

Este é um cometa especial. A Agência Espacial Europeia acompanha bem de perto este corpo celeste, principalmente quando posou uma sonda que investiga a composição do cometa, no final do ano de 2014. Esta sonda foi a primeira a fazer um pouso controlado no núcleo da pedra de gelo.

Os cometas são formados por rocha, poeira, gases e uma cobertura de gelo no seu núcleo. A cauda de um cometa só é produzida quando entra na parte mais interna do Sistema Solar e a poeira, o gelo e os gases se vaporizam. Até o pouso da sonda da Agência Europeia, sabia-se apenas uma composição geral dos cometas.

Em dados recentes, enviados pelo robô que está investigando o núcleo do corpo celeste, os cientistas encontraram regiões ricas em matéria orgânica e levantaram a hipótese de que poderia existir vida microbiana abaixo da fina camada de gelo do núcleo do cometa.


Outra evidência que poderia colaborar com a hipótese de existir vida neste cometa é o registro de possíveis partículas virais (pedaços de proteínas e ácidos nucleicos) que teriam sido identificados por uma outra sonda que viaja acompanhando o corpo celeste.

Para que os microrganismos sobrevivessem no ambiente de um cometa, eles precisariam ser muito resistentes. Não existe água líquida. Ou ela está congelada ou na forma de vapor, e a temperatura lá é de -70°C, o que tornaria a vida de qualquer ser vivo conhecido muito difícil.

Apesar de encontrar moléculas orgânicas, as sondas não foram equipadas para procurar seres vivos especificamente. Acreditava-se que seria uma ideia absurda encontrar vida em um cometa. Apesar das evidências serem fortes, muitos cientistas ainda são céticos em relação a possibilidade de existirem seres vivos no corpo celeste.

Comparação entre o cometa estudado pelas sondas europeias e a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Para os céticos, a hipótese mais segura é que os cometas podem carregar os blocos fundamentais para a vida (proteínas, ácidos nucleicos), mas não os organismos vivos. Para colaborar com esta afirmação, eles falam sobre a química impressionante que é registrada na cauda e cabeleira dos cometas.

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