domingo, 5 de julho de 2015

Vocês conhecem o Lobo Guará?

Saiba mais sobre esse lindo animal que infelizmente está ameaçado de extinção.


VAMOS DESCOBRIR...

Também conhecido como guará, aguará e aguaraçu, o lobo-guará é a única espécie do seu gênero e está ameaçado de extinção devido a problemas ocasionados pelo ser humano.

Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um animal típico do Cerrado e maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e pesar 30 quilos. Além do Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

Casal de Lobo Guará

Altivo, esguio e elegante, também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada, que o torna um dos mais belos animais brasileiros. Na natureza, vive cerca de 15 anos. A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes.

Ele se alimenta de pequenos animais, como roedores e tatus, além de frutos variados do Cerrado, e conta com uma população total de mais de 23 mil animais. Deste número, 21 mil encontram-se no Brasil, mais de 800 no Paraguai, de 600 na Argentina e de mil na Bolívia. E é justamente no país onde há a maior população, que o animal corre o risco de desaparecer.

Fêmea e seus filhotes

Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, é tímido, solitário e praticamente inofensivo, preferindo manter distância de populações humanas. Usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como perdizes, e frutos como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum).

No Brasil, o animal figura na lista de animais ameaçados de extinção realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com estado de conservação vulnerável. Isso porque, estudos revelam que há uma grande possibilidade do animal estar extinto em 100 anos. Já de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, sigla em inglês), o animal está na lista vermelha de animais quase ameaçados de extinção.

Guará se alimentando de uma ave

É avistado normalmente circulando por grandes campos nos fins de tardes e durante as noites. Nessa rotina, costuma cruzar estradas onde muitas vezes é atropelado. A ampla fragmentação dos remanescentes de Cerrado faz com que animais tenham que deixar refúgios de matas para se alimentar e reproduzir, tornando-se vítimas de automóveis e caçadores, por exemplo.

Lobeira, fruta do Cerrado, que é um dos alimentos dos Lobo Guará

A posição do animal nas conhecidas como red lists é reflexo da dizimação da sua população devido a ações humanas, que envolvem a utilização de seu habitat natural para agricultura e criação de gado. Além disso, muitos dos animais são vítimas de atropelamento, já que por ser um animal solitário, normalmente circula por grandes campos e estradas em fins de tarde e durante as noites.

Um projeto do Instituto Brasília Ambiental registrou 141 atropelamentos na região da Reserva da Biosfera do Cerrado. Desse total, 26% eram animais domésticos, e 104 espécimes silvestres – 43,3% de aves, 33,7% de répteis e 23% de mamíferos, incluindo lobos-guará.

Triste cena, um Lobo Guará morto atropelado

Os problemas também são ocasionados pela caça do animal. Isso porque, sua pele é altamente valorizada em países como a Argentina e seus olhos e sua cauda são utilizados como amuletos em outras regiões. A caça acontece, também, por parte dos cães domésticos, que tendem a perseguir e matar a espécie quando a reserva é muito próxima de uma área urbanizada.

Com tantos problemas envolvendo o lobo guará – das mais diferentes formas –, especialistas acreditam que é preciso incentivar pesquisas sobre a espécie e direcionar ações que garantam a sua existência. No Brasil, Paraguai e Bolívia a caça é proibida, mas apesar da lei, como mencionado acima, o problema ainda persiste.

É importante lembrar que esse tipo de animal não pode ser alocado em cativeiros. Isso porque um casal de lobos-guará precisa de uma área que vai de 30 a 110 km² para sobreviver. Caso ele não possa percorrer uma área grande como essa para andar, correr e caçar, os músculos atrofiam, já que a espécie possui longas pernas. Além disso, há estudos que indicam que muitos animais morreram por depressão por não poderem se mover.


Neste sentido, acredita-se que com uma ação conjunta dos países que tem população da espécie em seu território, as políticas públicas poderiam ser melhoradas, bem como a fiscalização, e, talvez, mais direcionadas a conservação dos ambientes em que os lobos vivem. Dessa forma, os problemas diminuiriam, o que poderia tirar a espécie da lista vermelha da ICMBio.

Então vamos ajudar essa linda espécie conservando e preservando seu habitat natural.


Fonte: Pensamento Verde

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10 animais ameaçados que podem desaparecer do Brasil

 https://bio-orbis.blogspot.com/2015/01/10-animais-ameacados-que-podem.html


Gambá amigo: pequeno mamífero beneficia fazendas e biodiversidade

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/05/gamba-amigo.html


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/09/amizade-transcende-especies.html


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/05/enfurecido.html


 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/12/o-fim-do-cerrado-brasileiro.html


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