quarta-feira, 10 de junho de 2015

Imagens de Ceres sugerem presença de gelo

Pesquisadores ponderam se as manchas brilhantes seriam gelo de água.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/06/imagens-ineditas-de-ceres-sugerem.html
Planeta-anão Ceres. Fonte da imagem: Astronomia online.

VAMOS DESCOBRIR...

Algo estranho está acontecendo em Ceres, o planeta anão que, com seus 950 km de largura, é o maior objeto no chamado cinturão de asteroides.

Desde sua chegada à vizinhança de Ceres no início dessa primavera boreal, a sonda Dawn da Nasa detectou misteriosas manchas brilhantes, altamente reflexivas, pontilhando sua superfície.

Até agora, ninguém sabe o que elas são exatamente, nem como chegaram lá.

Tirando fotos periodicamente à medida que desce gradualmente em espiral para uma órbita de pesquisa, ou levantamento, de baixa altitude, a sonda tem oferecido uma espécie de zoom de aproximação em câmera lenta do planeta anão.

Essas imagens gradativamente magnificadas alimentam a imaginação enquanto especialistas e leigos procuram discernir estruturas e padrões nas fotos de baixa resolução.

Consequentemente, surgiram muitas explicações possíveis para os pontos brilhantes, algumas mais plausíveis que outras, e as ideias mudam a cada nova imagem que a Dawn envia para a Terra.

As manchas poderiam ser sais depositados por vapores muito salinos de gêiseres em erupção ou, o que parece menos provável, nuvens, ou “plumas” voláteis de criovulcões [vulcões de gelo] que ejetam água.

Agora, depois de verem as imagens mais recentes de Dawn, alguns cientistas acreditam que as manchas podem ser reflexos de água gelada.

Ceres. Fonte da imagem: SCI News.

Essas fotos, tiradas de uma altitude de 13.500 km e a uma resolução de 1,3 km por pixel, captam uma rotação completa de Ceres.

Essa resolução relativamente alta permitiu que pesquisadores determinassem que o brilho e o achatamento de alguns desses pontos é muito parecido com o que se esperaria de uma superfície de gelo.

Essa alta definição também revelou que o que originalmente parecia ser um ou dois grandes pontos brilhantes em uma cratera, na realidade é um complexo de muitos pontos muito menores.

“À medida que nossas imagens aumentaram em resolução, o ponto mais brilhante se dividiu em dois, e agora podemos ver todo um campo de diminutos pontinhos naquela cratera”, explica Christopher Russell, principal pesquisador da missão Dawn na University of California, Los Angeles.

“Agora temos certeza de que o brilho poderia ser luz solar sendo refletida pela superfície, similar ao que esperaríamos de um reflexo de gelo na superfície”.

A presença de gelo exposto em Ceres seria uma surpresa, porque gelo deveria ser instável na superfície desprovida de ar do planeta anão, e passar do estado sólido para gasoso, que escaparia para o espaço sideral em vez de ficar estacionado por lá.

Mas esse processo pode ser exatamente o que o Observatório Espacial Herschel registrou no ano passado, quando observou
tênues tufos de vapor de água ao redor de Ceres.

Mark Sykes, diretor do Instituto de Ciência Planetária e um copesquisador na missão Dawn, argumenta que se as manchas forem gelo de água, o gelo provavelmente não é muito puro porque, senão, “Herschel teria detectado muito mais vapor de água perto do planeta anão”.

O cientista especula que o maior complexo de manchas, ou pontos, ainda não batizado, mas apelidado informalmente “Great White Spots” (“Grandes Manchas Brancas”), talvez seja, em sua maior parte, formado por crostas salgadas deixadas para trás depois que gelo de água rico em minerais se vaporizou.

Mas os Great Whites são apenas uma coleção de manchas entre as muitas que pontilham a superfície do planeta anão, e cada grupo tem características significativamente diferentes.

Algumas estão próximas de imensas fissuras (ou rachaduras) que se estendem por quase 25% da circunferência de Ceres; outras estão conectadas a raios luminosos do que parece ser material ejetado.


Tirada em 4 de maio de 2015, essa imagem, a melhor até agora do planeta anão Ceres, revela que as grandes manchas brilhantes em uma cratera em seu hemisfério norte são compostas de muitas manchas menores. O brilho e achatamento delas sugerem que podem ser feitas de gelo de água.

Isso sugere uma ligação com antigos ou recentes impactos de cometas ou asteroides que abalaram aquele mundo.

As manchas “estão por toda parte e variam de grandes e brilhantes a minúsculas e muito finas e esparsas”, relata Mike Brown, astrônomo e cientista planetário do California Institute of Technology (Caltech), que não integra a equipe da missão Dawn.

“Meu melhor palpite é que há uma camada de gelo não muito profunda abaixo da superfície visível e que impactos a perfuram. Seria ainda mais interessante se houvesse uma camada de líquido não muito abaixo da superfície que, perfurada, permite ventilação. Algumas das manchas parecem mais ou menos com isso, mas ainda estamos no ponto em que elas se parecem com quase qualquer coisa que você queira!”

“Como não faço parte da equipe e não preciso medir cuidadosamente minhas palavras, direi que é gelo. O que mais poderia ser? Mas é claro que a coisa mais divertida de todas é ser provado completamente equivocado”, acrescenta Brown.

Isso poderia acontecer em breve.

A sonda Dawn continua sua descida orbital espiralada e fará pesquisa muito mais detalhada da superfície e geologia de Ceres quando alcançar uma altitude de 4.400 km em 6 de junho.

“O que veremos à medida que a resolução continuar aumentando?”, Russell se pergunta.

“Estamos humilhados por nossa incapacidade de prever o que está acontecendo aqui... Então ficamos sentados e esperamos que os dados de maior resolução apareçam, e apontamos nossos lápis para fazer cálculos sobre a taxa de criação de vapor de água dos possíveis rinques de gelo em Ceres”.

Fonte: Sientific American Brasil

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