terça-feira, 21 de abril de 2015

Chip em abelha tenta desvendar mistério de declínio em espécie

Biólogos do Kew Gardens, o jardim botânico de Londres, estão testando um microtransmissor projetado para monitorar o comportamento das abelhas.

Sensores têm alcance de até 2,5m


O rastreador usa uma tecnologia simples baseada no equipamento usado para rastrear paletes em armazéns, disse o criador, Mark O'Neill. O dispositivo tem um alcance de até 2,5 m, ante 1 cm de modelos anteriores.

O rastreador é composto de um chip identificador por radiofrequência tradicional (RFID) e uma antena especialmente projetada, criada por O'Neill para ser mais fina e mais leve que outros modelos usados para rastrear pequenos insetos, o que permite o aumento do alcance.

O engenheiro, que é diretor técnico da empresa de tecnologia Tumbling Dice, de Newcastle, tenta patentear a invenção.

"A primeira etapa foi fazer etiquetas de pré-produção usando componentes que eu poderia comprar facilmente", disse ele.

"Eu quero fazer componentes aéreos otimizados que sejam muito menores... Eu fiz cerca de 50 até agora".

A ideia é ter receptores-leitores espalhados no caminho entre uma colmeia e uma flor a fim de rastrear os sinais de como as abelhas se movem livremente na natureza.

Para Sarah Barlow, bióloga do Kew Gardens especializada em restauração de ecossistemas danificados, a nova tecnologia "abrirá possibilidades para cientistas rastrearem abelhas na natureza."

"Esta peça do quebra-cabeça, o comportamento das abelhas, é absolutamente vital se quisermos entender melhor por que nossas abelhas estão lutando (pela sobrevivência) e como podemos reverter o seu declínio".

A população de abelhas registra um declínio preocupante na Grã-Bretanha e em vários outros países, inclusive no Brasil.

Abelhas são refrescadas antes os chips serem instalados
Refrescando as abelhas

Os minúsculos rastreadores, que têm apenas 8 mm de altura e 4,8 mm de largura, estão presos às abelhas com supercola em um processo que leva de cinco a 10 minutos. As abelhas são refrigeradas primeiro para que fiquem mais dóceis.

"Elas fazem um barulho infernal", disse O'Neill.

Ele disse à BBC esperar que os rastreadores - que pesam menos do que uma abelha e estão unidos ao seu centro de gravidade para que não afetem o voo dos insetos - permaneçam anexados por três meses, a vida útil estimada. Os aparelhos só foram instalados em abelhas operárias, que não acasalam.

Fonte: BBC Brasil

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