quarta-feira, 4 de junho de 2014

Inseto gigante salvo da extinção

Inseto com presas gigantes é salvo da extinção (bem a tempo). Potencial do método de recuperação empregado entusiasma ambientalistas.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/06/inseto-gigante-salvo-da-extincao.html

VAMOS DESCOBRIR...

O weta-gigante-com-presas (Motuweta isolata) das ilhas Mercury, ao largo da costa nordeste da Ilha Norte da Nova Zelândia, não é exatamente uma beldade. Esses enormes insetos neozelandeses podem atingir mais de sete centímetros de comprimento, incluindo suas impressionantes presas frontais que eles usam para movimentar suas presas para lá e para cá. Mas o tamanho e a força de bullying não ajudaram necessariamente essa espécie de weta, uma de cerca de 70 espécies similares.

Embora no passado esses insetos possam ter vivido em toda a Nova Zelândia e em várias ilhas do arquipélago Mercury, pesquisadores acreditam que ratos invasores podem ter eliminado o weta-gigante-com-presas em todos os lugares, exceto em um. Em meados da década de 90 ele só pode ser encontrado na minúscula ilha Middle, de apenas 13 hectares e uma população estimada em menos de 200 pessoas.

Foi então que o Departamento de Conservação da Nova Zelândia decidiu agir para salvar a espécie por temer que os ratos pudessem chegar de alguma forma à ilha e acabar com os poucos wetas-gigantes remanescentes.

A ação de salvamento teve início em 1993 quando duas fêmeas e um macho foram capturados na ilhota. Os esforços de reprodução em cativeiro começaram em 1994. Como foi detalhado em um artigo divulgado em 2005 na publicação científica Conservation Evidence, esse primeiro grupo produziu 15 descendentes saudáveis. Em seguida, duas fêmeas desse lote inicial foram acasaladas com outro macho capturado na ilha em 1998 e juntas produziram mais de 500 ovos. Embora muitos desses ovos tenham morrido, 181 insetos jovens nascidos em cativeiro foram transferidos para três instalações diferentes para fins de pesquisa e mais cruzamentos.

Os pesquisadores logo perceberam que precisavam criar os insetos jovens individualmente devido à sua natureza carnívora (e potencialmente canibalística). Eles foram criados em cativeiro até atingirem cerca da metade de seu tamanho final, quando então já eram suficientemente grandes para se defender de aranhas, besouros e outros predadores invertebrados. A partir do ano 2000 alguns exemplares começaram a ser soltos nas ilhas Double e Red Mercury, que haviam sido extirpadas de mamíferos invasivos antes de sua reintrodução. Em 2002 e 2003 seguiram-se reintroduções adicionais.

Levantamentos feitos nos anos seguintes encontraram ovos e crias jovens, indicações de que os insetos estavam se reproduzindo em seus novos lares. De fato, os wetas se saíram tão bem que, em 2008, 75 deles foram transferidos da ilha Double para a ilha Cuvier, de acordo com um artigo publicado em 13 de abril no Journal of Insect Conservation. (Parece que eles ainda não estão se reproduzindo por conta própria em Cuvier.)

Outros wetas criados em cativeiro foram liberados em três outras ilhas, embora até o momento eles tenham se mantido em um raio de100 m dos locais onde foram soltos e não se espalharam pelas ilhas como fizeram em outros lugares.


Ao que parece, tudo isso aconteceu bem a tempo. Oito levantamentos realizados na ilha Middle entre 2009 e 2012 não conseguiram encontrar qualquer evidência dos insetos. Os autores do novo estudo sugerem que o weta talvez já não exista mais na única ilha que antes era o seu habitat. De fato, nenhum foi avistado ali desde 2001. Ninguém sabe por que, exatamente, eles desapareceram.

No novo artigo, os autores admitem que os esforços realizados na ilha Middle podem ter fracassado, mas eles consideram o programa geral de translocação “um sucesso significativo de conservação”. Em outras palavras, a espécie provavelmente teria sido extinta sem esse trabalho. Isso é motivo para comemorar. 

Fonte: Scientific American Brasil

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A Esperança Gigante

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/05/a-esperanca-gigante.html


Os Maiores Animais do Planeta

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 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/02/tamanho-nao-e-documento-insetos-como.html


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/04/insetos-mais-venenosos-do-mundo.html


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