quarta-feira, 28 de maio de 2014

O sexto sentido do tubarão-martelo

Visão, tato, audição, paladar e olfato. Esses são os 5 sentidos que utilizamos para perceber o mundo a nossa volta. A história é um pouco diferente quando falamos do tubarão-martelo. Ele possui um sexto sentido! Isso não tem nada ver com pessoas mortas ou com intuição e, sim, com eletricidade.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/05/o-sexto-sentido-do-tubarao-martelo.html

VAMOS DESCOBRIR...

Imagine um caçador de tesouros que balança o detector de metal de um lado para o outro. Quando caça, o tubarão-martelo se comporta da mesma maneira, porém seu detector percebe eletricidade e vem embutido na cabeça. O tesouro que ele procura são peixes escondidos na areia do fundo do mar.

Mas como isso acontece? Segundo Guilherme Fernandez Gondolo, mestre em biologia animal e coordenador do Curso de Licenciatura Plena em Biologia da Universidade Estadual do Piauí, os tubarões possuem ampolas de Lorenzini, poros recheados com uma espécie de geleia, capazes de captar impulsos elétricos de baixa intensidade (gerados pela respiração ou batimento cardíaco dos animais por exemplo). “As ampolas de Lorenzini estão distribuídas por todo o corpo do tubarão, mas estão mais concentradas na cabeça.” Afirma Gondolo.


O tubarão-martelo levou a habilidade de eletrorecpeção ao extremo. Sua cabeça de formato estranho, responsável por seu nome, acomoda uma quantidade maior de ampolas. Isso lhe permite caçar sem precisar utilizar a visão, habilidade necessária a um predador que sai para jantar de noite, na escuridão do oceano. Existem duas espécies de tubarão-martelo consideradas vulneráveis e duas ameaçadas de extinção na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Uma das maiores ameaças é o comércio ilegal de barbatanas.

Segundo José Antônio Alves Gomes, especialista em peixes elétricos da Amazônia e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa), apesar de perceberem a eletricidade, os tubarões não podem ser considerados peixes-elétricos porque não são capazes de gerar descargas como o poraquê, que vimos no post passado.


Na Região Neotropical (que vai do sul do México até o sul da América do Sul),  além do poraquê, é possível encontrar uma grande variedade de peixes-elétricos. “No grupo de peixes ao qual o poraquê pertence (Ordem Gymnotiformes), existem mais de 150 espécies descritas no Neotrópico. Mas, destas todas, somente o poraquê gera descargas de centenas de Volts. Todas as outras espécies também possuem um órgão elétrico, mas descarregam em baixas voltagens”, afirma Gomes. Segundo ele, a costa brasileira ainda conta com raias elétricas, que podem gerar descargas de até 200 Volts e um peixe da Família Uranoscopídae que produz choques de até 20 Volts.

Fonte: National Geographic Brasil

QUE INCRÍVEL HABILIDADE QUE ESSES TUBARÕES POSSUEM. MAS NÃO VAMOS PARAR POR AQUI TEM MUITO MAIS AQUI EM BAIXO É SÓ CLICAR NOS TÍTULOS E NAS IMAGENS PARA VER A CURIOSIDADE:

Raro Tubarão Pré-histórico

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/02/raro-tubarao-pre-historico.html


3 comentários:

  1. não sabia dos 5 sentidos do Tubarão.
    Legal saber isso.
    Muito bom artigo, Parabens.

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    Respostas
    1. Muito obrigado Pedro,

      Sim realmente os tubarões, principalmente o tubarão martelo, possui uma maior captação de presas devido ao focinho alongado, onde no qual capta pequenas vibrações no leito dos oceanos, achando assim suas presas.

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    2. Interessante. Esses tubarão jóias rraras . Graças a deus.

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