quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Louis Pasteur

Muitos aprendem, desde a escola primária, a ridicularizar a noção de "geração espontânea".


Louis Pasteur. Fonte da imagem: Wikipedia.

VAMOS CONHECÊ-LO...

Nome: Louis Pasteur.

Conhecido por: Criação da pasteurização.

Nascimento: 27 de dezembro de 1822, Dole, França.

Morte: 28 de setembro de 1895 (72 anos), França.

Prêmios: Medalha Rumford (1856). Medalha Copley (1874). Medalha Leeuwenhoek (1895).

Área: Medicina, química.


O cientista francês Louis Pasteur (além de outros, antes e depois), com suas experiências, enterrou definitivamente a ideia de que mofo, bolor, larvas de moscas e mosquitos ect. surgiram do nada. Por toda parte havia seres microscópicos, invisíveis ao olho humano, como bactérias, fungos, esporos, vírus, protozoários etc. Muitos conhecem detalhes da morte e do enterro desse conceito "infantil e absurdo" da geração espontânea. A humanidade passou a crer sem ver. As bactérias estão por toda parte. Ninguém as vê, mas acredita. E paga um preço alto quando negligencia as regras básicas de higiene. A vida nunca surge do nada. Sempre existem ovos, células, esporos, sementes etc. Se a ideia da geração espontânea parece retrógrada no século XXI, estava longe de sê-lo no século XVI.


Louis Pasteur iniciou os seus estudos no Colégio Royal em Besançon, transferindo-se para a Escola Normal Superior em 1843 de Paris, estudando química, física e cristalografia. Foi na cristalogia que Louis fez suas primeiras descobertas. Descobriu em 1848 o dimorfismo do ácido tartárico, ao observar no microscópio que o ácido racêmico apresentava dois tipos de cristais, com simetria especular. Foi portanto o descobridor das formas dextrógiras e levógiras, comprovando que desviavam o plano de polarização da luz no mesmo ângulo porém em sentido contrário. Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da "Légion d'Honneur" Francesa.

Pasteur em seu laboratório. Fonte da imagem: Wikipedia.


Expôs a "teoria germinal das enfermidades infecciosas", segundo a qual toda enfermidade infecciosa tem sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de propagar-se entre as pessoas. Deve-se buscar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de combatê-lo.



Pasteur passou a investigar os microscópicos agentes patogênicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a antirrábica que utilizou com sucesso em 1885 para tratar Joseph Meister, um garoto de 9 anos que fora mordido por um cão infectado pela raiva, utilizando-se de injeções diárias por 13 dias seguidos, com vírus cada vez menos atenuados. Meister nunca contraiu a raiva, felizmente, pois Pasteur, por não ser médico, arriscou-se a ser processado, caso o tratamento não tivesse sucesso. Fundou em 1888 o Instituto Pasteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.

Pasteur foi quem derrubou definitivamente a ideia da geração espontânea aristotélica, com a utilização de uma vidraria chamada pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro, de pescoço curvo. Ferveu o caldo existente no balão, o suficiente para matar todos os possíveis microrganismos que poderiam existir nele. Cessado o aquecimento, vapores da água proveniente do caldo condensaram-se no pescoço do balão e se depositaram, sob forma líquida, na sua curvatura inferior.

Fonte da imagem: Pischannel.

Como os frascos ficavam abertos, não se podia falar da impossibilidade da entrada do "princípio ativo" do ar. Com a curvatura do gargalo, os micro-organismos do ar ficavam retidos na superfície interna úmida e não alcançavam o caldo nutritivo. Quando Pasteur quebrou o pescoço do balão, permitindo o contato do caldo existente dentro dele com o ar, constatou que o caldo contaminou-se com os microrganismos provenientes do ar.

BIODIVERSIDADE

Os jesuítas e os leigos portugueses vão desenvolvê-la, aplicando-a ao Brasil. Poucos imaginam o salto qualitativo, a ruptura de paradigmas, que representou a afirmação do conceito da geração espontânea. A vida pode surgir do mineral a todo momento. Na natureza, a criação está ocorrendo, inclusive a partir da matéria inanimada, o tempo todo! Há que se parar para pensar, quase cinco séculos depois, no que representava essa afirmação extraordinária. Em parte, a biodiversidade e a natureza brasileira e a grande honestidade intelectual dos jesuítas deram decisiva contribuição para isso.


A grande Biodiversidade do Brasil era um fato. Não podia ser negado. As teorias explicativas das origens das espécies, desde a Antiguidade, podem ser grupadas em duas perspectivas: as evolucionistas e as criacionistas. As teorias criacionistas não aceitam a possibilidade de evolução das espécies. Criadas um só vez, as espécies mantém-se imutáveis e constantes (fixismo) até sua eventual extinção.

Para os jesuítas, e para a tradição católica, em cada ser vivo, em cada obra da natureza, havia a presença do divino, não como panteísmo, mas como visão de um Deus que é origem, meio e destino (fim) de toda a criação.

A utilização do conceito de geração espontânea foi um grande avanço em relação ao fixismo e ao criacionismo absoluto, doutrinas baseadas no Gênesis bíblico, segundo o qual o mundo foi criado por Deus a partir do nada, em seis dias, e todos os seres vivos tiveram criação independente e se mantinham biologicamente imutáveis. Mas, confrontados à biodiversidade brasileira, os jesuítas iriam mais longe, criando vínculos de metamorfose, transformação e até evolução, entre as diversas espécies animais. Insetos podiam transformar-se em outros insetos e até em pássaros ou mamíferos! "Coisas lindas de se ver".

Fonte: O descobrimento da Biodiversidade, A Ecologia de índios, jesuítas e leigos no século XVI


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