segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Escorpiões do Brasil e sua importância

Se você tem medo de escorpiões, então este post não é pra você. Mas para aqueles que se interessam por sua morfologia e espécie de importância no Brasil, esse artigo é pra você.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2013/12/escorpioes-do-brasil-e-sua-importancia.html

Tityus serrulatus

VAMOS DESCOBRIR...

Escorpiões são artrópodes quelicerados, incluídos entre os aracnídeos, embora existam evidências de que eles constituam grupo à parte. De origem aquática, por muitas décadas, foram considerados os organismos pioneiros na conquista do ambiente terrestre durando o período Siluriano. Estudos paleontológicos demonstraram, entretanto, que as formas terrestres de escorpiões apareceram mais tarde, no Carbonífero.

Como é provável que o processo de colonização terrestre tenha ocorrido através de diversas tentativas, os escorpiões, provavelmente, passaram por um período intermediário de vida anfíbia (que vive na terra e na água), no decorrer de sua história. Que a origem aquática tenha sido marinha ou dulcícola (água doce), ainda, é ponto de discussão entre cientistas. Admita-se que, originalmente, formas marinhas de escorpiões tenham se adaptado à vida dulcícola, mas que, de ambas as vias, devam ter surgido tentativas de colonização terrestre.

Imagem: Adaptado de - Animais Peçonhentos no Brasil, Clínica e Terapêutica dos acidentes, CARDOSO et al. 2009

Escorpiões no Brasil

Apesar de numerosos, os estudos sobre escorpiões do Brasil publicados nos últimos 15 anos são parciais e não existe nenhuma síntese atualizada. Possivelmente se encontram no Brasil 4 famílias, 15 gêneros e 86 espécies.

Morfologia

Um escorpião é facilmente reconhecido por sua aparência característica. O corpo é dividido em duas partes: o cefalotórax ou prossoma e o abdome, dividido em 12 metâmeros. Os 7 primeiros metâmeros do abdome formam o mesossoma, constituído por placas dorsais (tergitos) e placas ventrais (esternitos) e os 5 restantes formam o metassoma ou cauda. Após o último segmento da cauda bem o télson, onde se alojam duas glândulas de veneno.

Anatomia
Dorsalmente, o prossoma é recoberto pela placa prossomial, que contém dois olhos medianos e, em geral, 2 a 5 pares de olhos laterais. No prossoma inserem-se, lateralmente, quatro pares de pernas. No lado ventral do corpo, entre as coxas (ancas) das pernas 3 e 4, existe uma estrutura ímpar chamada esterno, que tem importância no reconhecimento das famílias.



Da parte anterior do prossoma partem: 1. um par de pedipalpos, nos quais situam-se as tricobótrias, que são pelos sensoriais utilizados na detecção e captura de presas; 2. um par de quelíceras, estrutura grande importante para alimentação. Ventralmente, são encontrados ainda no prossoma: 1. o orifício genital masculino ou feminino, que é coberto por um opérculo; 2. um par de pentes, apêndices exclusivos dos escorpiões, que constituem um órgão sensorial, mecano e quimiorreceptor, amplamente utilizado na identificação de gêneros e espécies.

Imagem: Adaptado de - Animais Peçonhentos no Brasil, Clínica e Terapêutica dos acidentes, CARDOSO et al. 2009

Principais escorpiões causadores de acidentes no Brasil


Tityus bahiensis
No Brasil, os escorpiões comprovadamente perigosos pertencem ao gênero Tityus. Embora ocorrem quase 30 espécies desse gênero no país, as responsáveis ou suspeitas de provocar casos de envenenamento a humanos restringem-se às seguintes: 

Imagem: Adaptado de - Animais Peçonhentos no Brasil, Clínica e Terapêutica dos acidentes, CARDOSO et al. 2009



Fonte: Livro Animais Peçonhentos no Brasil, Biologia, Clínica e Terapêutica dos acidentes. Autores: João Luiz Costa Cardoso, Francisco Oscar de Siqueira França, Fan Hui Wen, Ceila Maria Sant' Ana Malaque e Vidal Haddad Jr. Editora: Sarvier. 2009.

2 comentários:

  1. Quando envolve esse negócio de evolução... Eu já não levo mais o resto da informação a sério.

    Mas isso porque eu creio, que Toda espécie foi criado de um jeito e assim é até hoje. . . mudança pode até ocorrer mais coisa pouca, nada de forma totalmente transformadora.

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    1. E se for milhares e até milhões de anos? Você acredita que não muda nada?

      Nós mesmos estamos mudando sabia? E essa mudança se da a pouco tempo. Pegue fotos ou pergunte a pessoas mais velhas, ou até mesmo as observe, de como elas são diferentes das gerações de hoje.

      Não fique somente nos olhos na sua crença, você claro tem todo direito de acreditar no que quiser, mas abra os olhos e veja ao redor.

      Agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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